METODOLOGIAS DE PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO:
uma discussão preliminar para IES
Arnaldo José de Lima[1]
Naira Tomiello2
Rosana Rosa Silveira3
Resumo
A realidade brasileira vem sofrendo intensas e freqüentes transformações oriundas da globalização na esfera política, econômica, social, cultural e científico–tecnológica, com reflexos diretos em todas as organizações da sociedade, sejam elas governamentais, empresariais ou sem fins lucrativos. As Instituições de Ensino Superior – IES – também se tornaram alvo dessas transformações e são, praticamente, obrigadas a realizarem planejamento estratégico para definirem a mobilização de seus recursos visando alcançarem os objetivos propostos, assim como para se submeterem aos critérios de avaliação do MEC. Nesse sentido, este artigo objetiva apresentar diferentes metodologias de planejamento estratégico que possam ser adaptadas pelas IES. Para isso, há dois principais pressupostos: (i) as IES necessitam reconhecer que as ferramentas tradicionalmente utilizadas pelas empresas tornam-se aliadas das práticas educacionais; (ii) todo método deve ser submetido e adaptado à cultura da instituição interessada. A elaboração de um planejamento estratégico pressupõe a adoção de modernas filosofias no sentido de habilitar diferentes organizações a utilizá-las na obtenção de uma visão de futuro. No caso específico das IES, o planejamento estratégico torna-se relevante, pois é um importante instrumento para o desenvolvimento da sociedade.
1 Introdução
A adoção por parte das instituições de ensino de termos e métodos tradicionalmente aplicáveis às empresas, com freqüência, causa estranheza, incompreensão e resistência. Entretanto, é cada vez mais comum essas instituições referirem-se ao termo “cliente” para fazerem menção ao seu público-alvo, ou seja, ao aluno, ao mercado e à sociedade.
As mudanças que vêm ocorrendo nas instituições de ensino superior demandam maior adaptabilidade e velocidade na obtenção dos resultados almejados. As Instituições de Ensino Superior – IES – apresentam uma significativa expansão quantitativa e a sua perenidade dependerá de ajustes qualitativos ligados ao entendimento e atendimento das necessidades específicas dos seus públicos. O critério de “satisfação alcançada pelo cliente”, antes designado prioritariamente às empresas privadas, passa a fazer parte do jargão das IES.
Ao se referir sobre o planejamento estratégico, entretanto, percebe-se ainda que ele é incipiente nas IES. Nesse sentido, a discussão sobre os seus papéis perpassa as questões fundamentais: Quem são? O que querem ser no futuro? Como chegarão lá? Outras reflexões originam-se dessas, tais como: qual o papel que querem, devem e podem desempenhar na sociedade? Que alunos querem atender? O que ensinam e o que querem ensinar? Como os alunos irão aprender? Quais as responsabilidades com os ex-alunos? (ARMONI, 2004).
Submetidas a uma grande pressão pela modernização e adequação às exigências culturais, sociais, políticas, científicas e econômicas, as IES precisam, segundo Porto (2004, p.2), “entrar em sintonia permanente com o ambiente externo (o desafio da efetividade com legitimação social); qualidade, alcance e inovação no portifólio de produtos e serviços (o desafio da eficácia organizacional); e o melhor uso possível dos seus recursos (o desafio da eficiência)”.
Pensando nessas questões, diferentes autores apresentam propostas distintas quanto à metodologia do planejamento estratégico. As metodologias tradicionais podem ser adaptadas às IES, contanto que as adequações à realidade cultural sejam observadas.
A seguir, apresentam-se diferentes metodologias de planejamento estratégico.
2 Metodologias e Pesquisas de Planejamento
As organizações estão procurando cada vez mais se adaptar às constantes mudanças ambientais e das incertezas. Dentro dessa ótica, o planejamento estratégico representa uma ferramenta indispensável na gestão das organizações a fim de precaverem-se das incertezas com técnicas e processos administrativos que permitam o planejamento de seu futuro, a elaboração de objetivos, estratégias, métodos e ações (ANSOFF e McDONNELL, 1993; BETHLEM, 1998; DRUCKER, 1993; STONER e FREEMAN, 1999).
Nesse sentido, o planejamento estratégico significa o ponto de partida na administração estratégica das organizações, independentemente de seus tamanhos e tipos. Esse planejamento tem como propósito adotar medidas decisivas e resultados na condução de atitudes pró-ativas na gestão das organizações. (MINTZBERG, 1994; GOMES, 2003).
Observa-se, portanto, que o tema conquista espaço e significado nos meios acadêmicos e profissionais, principalmente quando se trata do futuro das organizações. A ênfase dada ao assunto deve-se à instabilidade ambiental e à questão da competitividade. Para competir em meio a esse redemoinho, as empresas têm de se antecipar e se adaptar com rapidez às condições de mercado, principalmente na nova economia digital. (LIAUTAUD, 2002; MITROFF, MASON e PEARSON, 1994). Isso porque, em ambientes instáveis, os dirigentes de qualquer tipo de organização têm procurado verificar o que se encontram neles como oportunidades e ameaças.
A respeito disso, Hamel e Prahalad (1995); Bethlem (1998)consideram que o desafio das empresas é, na maioria das vezes, o resultado de sua incapacidade de regenerar suas estratégias. Ao refletir sobre tal abordagem, o planejamento estratégico torna-se fundamental na medida em que favorece a discussão da missão, dos objetivos, das políticas, das estratégias, das diretrizes e dos mecanismos de controle e avaliação (CAMPOS, 2002).
Diante do exposto, enfatiza-se, neste artigo, as metodologias citadas por Stoner e Freeman (1999), Vasconcellos Filho (1984) e Oliveira (2004) com o intuito de consubstanciar as premissas que deles advém. Utilizam-se, ainda, num segundo momento, os fundamentos de Mintzberg (1994) e de Quinn (1980) para completar teoricamente o assunto em pauta. Dentro desse âmbito, procura-se, neste estudo, destacar variáveis consideradas importantes no planejamento estratégico. A metodologia utilizada, neste artigo, consiste em um levantamento bibliográfico e análise documental.
Para Stoner e Freeman (1999), o planejamento pode ser condensado em quatro passos básicos e adaptado a todas as suas atividades e aos níveis organizacionais, conforme o roteiro a seguir:
PASSO 1
estabelecimento dos objetivos
PASSO 2
definição da situação atual
PASSO 3
determinação das facilidades e das barreiras
PASSO 4
preparo de um conjunto de medidas
PASSO 5
definição de metas
Figura 1 - Os quatro passos básicos do planejamento
Fonte: Stoner e Freeman (1999, p. 91)
Visando esclarecer a figura 1, apresentar-se-ão os passos de forma mais descritiva:
Passo 1: Estabelecer um objetivo ou um conjunto de objetivos. O planejamento tem início com a definição sobre o que a organização ou uma subunidade deseja alcançar. A identificação de prioridades e a determinação de seus fins possibilitam uma utilização eficaz dos recursos.
Passo 2: Definir a situação atual, ou seja, analisar até que ponto a organização está afastada de seus objetivos e com que recursos ela pode contar para atingir seus objetivos. Essas informações são fornecidas por intermédio dos canais de comunicação dentro da organização e entre suas subunidades.
Passo 3: Identificar que fatores internos e externos podem ajudar ou criar problemas para a organização no alcance dos seus objetivos.
Passo 4: Elaborar um plano ou um conjunto de ações para atingir o(s) objetivo(s). Envolve a determinação de diversas alternativas e a escolha da mais apropriada para se atingir os objetivos propostos.
Passo 5: Este último passo não é necessário se o planejador, após o exame da situação atual, previr que o plano que já está sendo executado conduzirá a organização ou a subunidade à consecução de seu objetivo. Todavia, faz-se o planejamento se as condições atuais não estejam atingindo os objetivos e satisfazendo as expectativas, sendo necessário elaborar outro plano.
Outra metodologia de planejamento estratégico é proposta por Vasconcellos Filho (1984). O autor comenta que a experiência brasileira tem mostrado que a adequação dessa metodologia às características da organização é um dos fatores que condicionam os resultados do processo. Organizações que optaram por modelos prontos, contrariando sua cultura, viram-se obrigadas a recomeçar toda a implantação do planejamento, e com dificuldades maiores devido às resistências causadas pela imposição ao pessoal interno. Desse modo, o autor revela uma espinha dorsal do processo, que deverá ser adaptada às condições peculiares de cada organização. Essa metodologia é composta por dez etapas, como pode ser observada na figura 2:
DEFINIÇÃO DO NEGÓCIO
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DEFINIÇÃO DA MISSÃO
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ANÁLISE DO AMBIENTE
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ELABORAÇÃO DO PLANO CONTINGENCIAL
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DEFINIÇÃO DA FILOSOFIA DE ATUAÇÃO
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DEFINIÇÃO DAS POLÍTICAS
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DEFINIÇÃO DOS OBJETIVOS E METAS
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FORMULAÇÃO DE ESTRATÉGIAS
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CHECAGEM DA CONSISTÊNCIA DO PLANO
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IMPLEMENTAÇÃO
Figura 2 – Etapas para formular o plano estratégico
Fonte: Vasconcellos Filho (1984, p. 36)
Na seqüência, eis um detalhamento de tais etapas:
1ª etapa – Definição do Negócio da Organização: Refere-se aos limites físicos e psicológicos na sua atuação, no sentido de influenciar e ser influenciada pelo ambiente.
Três perguntas são fundamentais para a definição do Negócio da organização: Qual é o negócio? Qual será o negócio (se nenhum esforço de mudança for feito)? Qual deveria ser o negócio? As respostas vão depender de respostas a outras perguntas: Quem é seu cliente? Quem será o seu cliente? Quem deveria ser o seu cliente? Que abrangência precisa ter o seu negócio? Onde está seu cliente? Onde estará seu cliente? O que compra seu cliente? O que comprará seu cliente?
2ª etapa – Definição da Missão da Organização: É a expressão da razão da sua existência. São diversas as maneiras para se definir a Missão, porém existem alguns pontos comuns que devem ser sempre considerados: segmentos-alvo, tecnologia, escopo-geográfico, benefícios demandados X benefícios oferecidos e crenças e valores dos dirigentes.
É necessário que a Missão tenha certa flexibilidade, a fim de acompanhar as mudanças ambientais. Periodicamente, é preciso repensar a Missão da Organização.
3ª etapa – Análise do Ambiente: É um processo de constante investigação das forças internas e externas, tanto positivas como negativas, que influenciam a organização. O autor alega que diversas maneiras podem ser utilizadas para analisar o ambiente de uma organização, contudo sugere que esta etapa tenha como objetivo a identificação de ameaças, oportunidades, pontos fortes e fracos.
4ª etapa – Elaboração do Plano Contingencial: É o plano reserva, menos elaborado do que o titular, mas apto a ser usado, caso ocorram mudanças radicais no ambiente.
A análise ambiental, por meio do instrumento “Cenários”, oferece à organização uma revisão de situações futuras e as respectivas probabilidades de ocorrência de mudanças e confirmação de tendências. Após ter estimado a probabilidade de ocorrência de cada cenário, a organização continua com seu processo de planejamento, realizando as próximas etapas, considerando aquele que apresente a maior probabilidade de ocorrência. Se essa probabilidade não for superior a 85% ou 90%, é necessário elaborar um plano contingencial para fazer frente ao cenário que está com a segunda maior probabilidade de ocorrência.
5ª etapa – Definição da Filosofia de Atuação da Organização: Conforme Bower (apud VASCONCELLOS FILHO, 1984, p. 53), a Filosofia representa “as crenças básicas que as pessoas da organização devem ter e pelas quais devem ser dirigidas”. Tais crenças traduzem os princípios que orientam sua atuação em termos de decisões e comportamentos.
6ª etapa – Definição das Políticas: Ansoff (1983) conceitua Política como uma resposta específica para situações repetitivas. São necessárias políticas de caráter geral e específico. Geral, para direcionar o comportamento da organização na sua totalidade; e específico, no sentido de orientar a atuação de cada uma das áreas funcionais.
7ª etapa – Definição dos Objetivos e Metas: Objetivos são os resultados esperados da Organização. Consistem em alvos perseguidos por intermédio da canalização de esforços e recursos, ou, como diz Ansoff (1983), são padrões (qualitativos) de desempenho presente e futuro que possam ser medidos e que a organização deseja alcançar. Quando esses padrões são quantitativos, chamam-se Metas.
8ª etapa – Formulação de Estratégias: As estratégias indicarão como cada área funcional da organização participará do esforço total para atingir os objetivos, respeitando o que foi definido nas etapas anteriores.
9ª etapa – Checagem da Consistência do Plano Estratégico: Vasconcellos Filho (1984) adverte que, antes de implantar o que foi planejado, deve-se checar os seguintes aspectos de um plano estratégico: consistência interna (recursos da organização, escala de valores dos dirigentes, gerentes e funcionários, e cultura organizacional); consistência externa (recursos externos, legislação, concorrentes, distribuidores, planos de governo, conjuntura econômica e política); riscos envolvidos (econômicos, sociais e políticos); e horizonte de tempo (impactos esperados, recebidos e exercidos, a curto, médio e longo prazos).
10ª etapa – Implementação: É preciso que este processo se complete com a implantação do que foi planejado. No entanto, vários executivos questionam sobre como converter planos em ações concretas.
Após a apresentação dessas etapas, na percepção de Oliveira (2004), quando se trata da metodologia para o desenvolvimento do planejamento estratégico nas organizações, têm-se duas possibilidades: na primeira, parte-se de onde se quer chegar e depois se estabelece como a empresa se encontra para atingir a situação desejada; na segunda, tem-se a informação como ela está e, posteriormente, fixa-se onde se quer chegar.
A metodologia apresentada por Oliveira (2004) está baseada na segunda possibilidade. Certamente, essa metodologia deverá ser adaptada à realidade interna e ambiental da organização considerada.
Desse modo, o autor apresenta quatro fases básicas para a elaboração e implementação do planejamento estratégico: diagnóstico estratégico, missão da organização, instrumentos prescritivos e quantitativos, e controle e avaliação, as quais serão detalhadas abaixo:
Fase I: Diagnóstico Estratégico
No diagnóstico, determina-se “como se está” ou “onde se está”. Esta fase é realizada por pessoas representativas das mesmas informações, que procedem a uma análise interna e externa.
Na análise interna, procura-se verificar os pontos fortes, fracos e neutros da organização. Por pontos fortes, entendem-se as variáveis internas e controláveis que proporcionam uma condição favorável para a organização, em relação ao seu ambiente. Pontos fracos são as variáveis externas e incontroláveis que provocam uma situação desfavorável para a empresa, em relação ao seu ambiente. Finalmente, pontos neutros consistem em variáveis identificadas pela organização, mas que, no momento, não existem critérios de avaliação para a sua classificação como ponto forte ou fraco.
Para o estabelecimento dos pontos fortes, fracos e neutros da organização, em princípio, deve-se analisar uma série de aspectos, entre os quais:
– Quanto às funções: consideram-se as grandes funções de uma organização, como a Função Marketing, a Função Finanças, a Função Produção e a Função Recursos Humanos. Dentro de cada função, consideram-se os principais aspectos.
– Quanto aos aspectos da organização: pode-se analisar a estrutura organizacional, políticas, sistemas de informações gerenciais, normas e procedimentos operacionais, sistemas de planejamento, capacitação e habilidade dos empregados, domínio do mercado consumidor, dentre outros.
– Quanto à abrangência do processo: pode-se examinar a organização na sua totalidade, ou seja, as áreas funcionais, os grupos de indivíduos e os indivíduos.
– Quanto ao nível de controle do sistema pelo administrador: se o mesmo controla a eficiência, a eficácia e a efetividade organizacional.
– Quanto aos critérios utilizados para a análise dos pontos fortes, fracos e neutros: pode-se considerar, entre outros, a base histórica da organização, opiniões pessoais e de consultores, análise em literatura e análise orçamentária.
– Quanto às técnicas para coleta das informações: pode-se utilizar observação direta, como questionários, experiência prática, documentação do sistema, reuniões, funcionários, livros, revistas, consultores indicadores econômicos.
Na análise externa, procura-se verificar as ameaças e oportunidades que estão no ambiente da organização e as melhores maneiras de evitar ou usufruir dessas situações. Por ameaças, entendem-se as variáveis externas e não controláveis pela organização, que podem criar condições desfavoráveis para a mesma. Oportunidades são as variáveis externas e não controláveis pela organização que podem criar condição e/ou interesse de usufruí-las.
O aspecto mais importante do diagnóstico estratégico é que o resumo das sugestões deve ser tratado de tal forma que prevaleçam as idéias da organização e não as individuais, inclusive com suas contradições que, por meio de um debate dirigido, proporciona a concordância geral.
Fase II: Missão da Organização
Como segunda fase, deve-se estabelecer a missão ou razão de ser da organização, isto é, a determinação de “onde a empresa quer ir ou atuar”.
A missão deve ser definida de modo a satisfazer alguma necessidade do ambiente externo e os propósitos da organização. Portanto, a organização necessita armazenar todos os dados e as informações relacionadas aos seus propósitos atuais e futuros.
Outro aspecto a ser considerado é a postura estratégica da organização, em outras palavras, como ela se posiciona diante de seu ambiente. A postura estratégica propicia um diagnóstico da organização pelo confronto de seus pontos fortes e fracos, que a qualifica quanto a sua capacidade de aproveitar as oportunidades e enfrentar as ameaças. Desse modo, a organização poderá adotar uma postura estratégica de sobrevivência, manutenção, crescimento ou desenvolvimento.
Nesta fase é que se deve estabelecer as macroestratégias (grandes ações ou caminhos que a organização vai adotar para melhor interagir, usufruir e gerar vantagens no ambiente) e as micropolíticas (grandes orientações que a organização deve respeitar e que irão facilitar e agilizar as suas ações estratégicas).
É importante salientar a necessidade do estabelecimento de macroestratégias básicas, que possibilitarão alterar o “rumo” da organização de forma estruturada.
Fase III: Instrumentos Prescritivos e Quantitativos
Os instrumentos prescritivos do processo de planejamento estratégico explicitam o que deve ser feito pela organização para que se direcione ao alcance dos propósitos estabelecidos dentro da missão, de acordo com sua postura estratégica, respeitando as macropolíticas e as ações estabelecidas pelas macroestratégias. Os instrumentos básicos são:
– Objetivo geral: é o alvo ou situação que se pretende atingir, determinando para onde a organização deve dirigir seus esforços.
– Objetivo funcional: é o objetivo intermediário, que diz respeito às áreas funcionais.
– Desafio: é uma quantificação, com prazos definidos, do objetivo funcional estabelecido.
– Meta: corresponde às etapas quantificadas e com prazos para alcançar os desafios.
– Estratégia: é o caminho mais adequado a ser executado para atingir o objetivo e o desafio. É importante traçar estratégias alternativas para o caso de ser necessária uma mudança de caminho. Geralmente, as estratégias são estabelecidas por área funcional.
– Política: são orientações para decisões repetitivas. Geralmente são estabelecidas por área funcional.
– Plano de ação: é a formulação do produto final da utilização de determinada metodologia.
– Projeto: é o trabalho a ser executado. Consideram-se pontos como a responsabilidade de execução; resultado esperado com quantificação de benefícios; prazos de execução preestabelecidos; recursos humanos, financeiros, materiais e equipamento; e áreas necessárias envolvidas no seu desenvolvimento.
Este é o momento mais adequado para a definição da estrutura organizacional, em virtude dos esforços estarão direcionados para os objetivos estabelecidos.
Quanto aos instrumentos quantitativos, estes consistem nas projeções econômico-financeiras do planejamento orçamentário, associadas à estrutura organizacional, que serão necessárias para o desenvolvimento dos planos de ação, dos projetos e das atividades previstas. Nesta etapa, deve-se verificar quais são os recursos necessários e as expectativas de retorno para atingir os objetivos, os desafios e as metas.
Fase IV: Controle e Avaliação
Nesta fase, observa-se “como a organização está indo” conforme a situação desejada. Quanto ao controle, ele pode ser definido como a ação necessária para assegurar o cumprimento dos objetivos, desafios, metas e projetos estabelecidos. Essa função, geralmente, envolve processos de:
– Avaliação do desempenho;
– Comparação do desempenho observado com os objetivos, desafios, metas e projetos estabelecidos;
– Análise dos desvios dos mesmos;
– Ação corretiva provocada pelas análises efetuadas;
– Acompanhamento para avaliar a ação conetiva; e
– Adição de informações para desenvolver os futuros ciclos de atividades administrativas.
Nesta fase, deve-se considerar, entre outros, os critérios e parâmetros de avaliação, dentro de uma situação adequada de custo-benefício.
Dessa forma, para Quinn (1980), a efetividade do planejamento nestes moldes é necessário que a empresa desenvolva algumas premissas, dentre elas, a geração de um genuíno compromisso psicológico no âmbito executivo para a diversificação; preparação conscientemente para deslocar-se oportunisticamente; construção de um “fator de conforto” para suportar riscos; e o desenvolvimento de novos parâmetros operacionais.
A seguir, será feito um breve comentário a respeito do planejamento estratégico nas IES visando dar subsídios ao artigo proposto.
3 Planejamento Estratégico nas IES: proposição de modelo
A partir do que foi exposto, é possível sintetizar algumas razões para que as IES adotem e adaptem um modelo de planejamento estratégico compatível com a sua realidade (BRAGA, 2004):
a) Incentiva a transparência na instituição na medida que houver uma dedicada observação dos diferentes ambientes organizacionais;
b) Reflete sobre as questões de sobrevivência, considerando-se a competitividade, por exemplo;
c) Traduz um posicionamento adequado, ou seja, atribui um foco às ações;
d) Atende às exigências governamentais, preponderantemente, de avaliar as instituições;
e) Privilegia o modelo participativo de gestão;
f) Monitora os desvios entre o que foi definido e o que foi realizado efetivamente;
g) Monitora o ambiente externo, o interno e o macroambiente, etc.
Assim, na concepção de Kotler e Fox (1994) entende-se que o processo de planejamento estratégico dentro de uma IES deve ser, primeiramente, trabalhado em nível de sensibilização e conhecimento dos seus conceitos e objetivos para, posteriormente, não se deparar com barreiras corporativas e reacionárias. Pode-se formar equipes multifuncionais que permitem visões de diversos ângulos da instituição e, com elas, desenvolver preparação e treinamento em situações inerentes ao sistema, seguindo-se trabalhos de definição da instituição como se está, onde se quer chegar e como se está para chegar lá.
A definição ou estudo das principais tendências, oportunidades e ameaças, bem como de suas implicações deve ser examinada em todos os setores do ambiente da instituição, os quais se passa a detalhar a seguir:
a) Ambiente externo: Verificando as ameaças ou oportunidades que estão em seu ambiente e as melhores formas de evitar ou usufruir destas situações. Conforme Braga (2204), ao olhar a universidade integralmente e do lado de fora, incluem itens como:
· Aspectos culturais;
· Aspectos sociais, políticos e econômicos;
· Inserção na comunidade;
· Evolução tecnológica;
· Mercado de trabalho;
· Área de abrangência;
· Entidades de classe;
· Desempenho institucional;
· Competitividade;
· Tendências do ambiente.
b) Ambiente interno: Consiste na verificação dos pontos fortes (positivos) e fracos (negativos) da instituição, para posterior decisão em investimento ou desinvestimento em alguma área, se for o caso. A análise interna deverá contar com a participação do conselho diretor, reitoria, corpo docente, corpo discente e área administrativa, que deverá considerar fatores como:
· Cursos oferecidos e novos cursos;
· Pesquisas desenvolvidas;
· Linhas de pesquisa;
· Eficiência do ensino, pesquisa e extensão;
· Sistemas de informação;
· Recursos humanos, materiais e financeiros;
· Tecnologia;
· Estrutura organizacional;
· Imagem institucional.
c) Ambiente de mercado: A análise de mercado pode ser considerada uma das etapas da análise externa, mas que merece um detalhamento maior pela sua importância. Num mundo em rápido processo de evolução tecnológica e globalização, a universidade precisa competir não só com outras universidades, mas também com um sistema de informações e pesquisa, formal ou informal, existente e emergente, a fim de assumir seu papel decisivo no processo de desenvolvimento tecnológico, cultural, social e econômico da sociedade.
Para Kotler e Fox (1994), as universidades enfrentam a expansão quantitativa (apesar das desigualdades de acesso), a diversificação de estruturas organizacionais, dos programas e das formas de estudo e ainda as restrições financeiras. Sem deixar de considerar a distância entre o saber e a construção do mesmo, ou seja, a relação entre o ensino e pesquisa.
O sistema de avaliação das universidades, ora em implantação, vem reduzir a margem de subjetividade das avaliações que eram feitas nos cursos de graduação, por especialistas. representa um dos pontos importantes para o recredenciamento da instituição junto ao MEC e servirá como orientação aos estudantes em relação à escolha da instituição que irá freqüentar.
A qualidade e eficiência da instituição, bem como a autonomia universitária, o recredenciamento periódico, a tecnologia nacional, a interação com o governo, a qualificação de pessoal, a valorização do ensino de graduação, a integração e a diversificação do sistema, a equidade de acesso, a evasão, o crédito educativo, a educação a distância, a superação dos desequilíbrios regionais, a desburocratização, os programas de fomento a pesquisa e a avaliação institucional, todos, são preocupações que se fazem presentes em muitas universidades.
Para tanto, elas têm desenvolvido programas de discussão interna e qualificação de pessoal (docentes e não docentes) além das avaliações dos programas de pós-graduação realizadas pela CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) e pela SESu (Secretaria de Ensino Superior).
A avaliação institucional, apoiada pelo PAIUB (Programa de Avaliação das Universidades Brasileiras), faz um diagnóstico que deve englobar avaliação docente, de departamentos, dos cursos de graduação, da administração, de pesquisa, de extensão e do desempenho operacional da instituição integralmente. Em síntese, a avaliação institucional é englobada também na análise interna por intermédio do desempenho institucional, em busca do incremento da qualidade.
d) Macroambiente: A análise do macroambiente consiste na identificação de tendências e/ou “ameaças” a partir de inovações ou desafios causados por fator negativo no meio ambiente, o que poderá levar, na ausência de uma correta administração, ao retrocesso, ao declínio ou à eliminação da universidade, ou, com maior probabilidade, ao enfraquecimento de algum de seus programas.
A universidade frente ao seu ambiente pode assumir duas posições: adaptativa (ocorre a reação após a ameaça se concretizar) ou pró-ativa (assume o risco de tentar mudar as regras do negócio).
Segundo Kotler e Murphy (1981), “nem todas as ameaças merecem a mesma atenção, devendo os administradores avaliar cada ameaça de acordo com duas dimensões: 1) o seu potencial de gravidade, o qual é medido pela quantidade de dinheiro ou prestígio que a organização perderia se a 'ameaça' se concretiza; e 2) a probabilidade de ocorrência”.
A análise do macroambiente, em universidades, deve se preocupar com:
· Procedência do corpo discente e área de abrangência;
· Projeção da população estudantil;
· Receptividade do mercado de trabalho aos seus alunos egressos;
· Tipo de atividades comerciais e industriais da comunidade versus áreas de atuação em ensino, pesquisa e extensão; e
· Análise dos concorrentes.
Acerca da análise de concorrentes, Oliveira (2004, p. 92) observa que “seu tratamento deve ser detalhado, pois o produto final irá proporcionar a identificação das vantagens competitivas da própria empresa e a dos concorrentes”. Desse modo, a análise de informações fidedignas deve nortear o estabelecimento de ações e metas futuras.
e) Análise de oportunidades: Quando se conhecem os pontos fortes, fracos e mesmo neutros da instituição, sua estrutura organizacional e o ambiente em que ela está inserida, pode-se definir oportunidades de mercado e áreas de ação importantes nas quais se poderá obter vantagens competitivas.
Segundo Kotler e Murphy (1981), “as instituições de ensino superior descobrirão que é mais fácil fortalecer os programas mais desenvolvidos, apesar do risco de exceder-se nesse desenvolvimento, ao invés de nivelar as forças existentes”. Descobrir centros de excelência e pontos que dêem a universidade a diferenciação, e investir nestes, talvez seja uma opção inteligente, ao invés de dispersar esforços em todos os campos, visto que ser o melhor em tudo é praticamente impossível. Na análise de oportunidades, a universidade deve levar em conta:
· Áreas de pesquisa x tecnologia;
· Áreas de ensino x necessidades do mercado e demanda;
· Melhoria das disciplinas;
· Atendimento a novos mercados (alunos especiais, reingresso, empresas, grupos de minoria e outros);
· Novos cursos;
· Novos campi;
· Convênios de desenvolvimento tecnológico;
· modalidades de acesso pela comunidade.
f) Análise de Recursos
A adoção de metas, propósitos e estratégias devem ser compatíveis com os recursos humanos, financeiros e materiais existentes. O desenvolvimento desses recursos pode definir uma melhor imagem e fortalecer a “distinta competência”.
Investir em formação e atualização docente, aproveitar melhor os recursos humanos e materiais existentes, fomentar interdisciplinaridade e multidisciplinaridade, e buscar de outras fontes de recursos, especialmente para pesquisa, são as ações mais recomendadas neste procedimento.
g) Formulação de Metas
A análise do ambiente e dos recursos produz subsídios às instituições, com a possibilidade de avaliar se sua missão, seus objetivos e suas metas que, no início de suas atividades, eram claros, continuam sendo com as mudanças no macroambiente.
Missão: A “missão da universidade” permeia todas as decisões estratégicas. Proporciona a instituição senso de oportunidade, direção, importância e conquista. Deve ser escrita pela comissão de planejamento, somente após consulta a comunidade acadêmica. Uma missão bem definida deve ser orientada pelo mercado, realizável, motivadora, específica e com visão de crescimento.
Objetivos: A definição de objetivos e metas pode fazer parte do mesmo processo de definição da missão, porém eles devem ser mais específicos e de alcance em menor tempo. Como os objetivos de uma IES são muitos e existe a dificuldade de trabalhar com todos ao mesmo tempo, o que também não é aconselhável, esta deverá enfatizar alguns deles considerando os outros como limitações. Desta forma os objetivos podem variar de ano para ano, dependendo da forma como vão se suprindo dificuldades e necessidades.
Metas: As metas possuem um formato mais operacional e são mensuráveis, em um espaço de tempo determinado. (Ex. aumentar em 10% o número de alunos em um ano).
h) Formulação de Estratégias
Consiste em definir estratégias para a consecução das metas a serem alcançadas.
Para melhorias significativas, muitas vezes, a universidade precisa traçar uma estratégia que envolva todas as suas áreas. Dessa estratégia brotarão inúmeros programas setoriais, mas articulados entre si.
A fim de que essa análise possa ser efetuada, é interessante organizar o “portifólio acadêmico”, avaliando os atuais programas e a decisão de o que fazer com eles. Após desenvolver “oportunidade de produtos/mercado” que inclui a decisão de quais produtos novos e mercados a acrescentar.
Portifólio acadêmico: A análise periódica do portifólio deverá avaliar os programas acadêmicos, a produção de pesquisas do departamento, o conteúdo das disciplinas e o fluxograma da instituição. Podendo levar a decisões como: expandir, manter, reduzir ou eliminar.
Oportunidade produto/mercado: As oportunidades podem ser definidas dentre alguns itens:
· Expansão do número de matrículas;
· Expansão geográfica;
· Expansão dos atuais programas;
· Modificação dos atuais programas para atrair novos mercados;
· Abertura dos programas existentes ou de novos programas para grupos minoritários (empresas, órgãos governamentais, 3ª idade e outros);
· Novos programas.
i) Sistemas de Apoio: A formulação de metas exige estrutura, pessoal e cultura necessários a uma implementação bem sucedida de cada estratégia.
As universidades possuem um procedimento organizacional difícil de ser mudado, mas com a consciência da necessidade de crescimento ou mesmo de se manter no mercado elas devem nortear esta fase do processo. Cabe à reitoria definir modos de mudar a cultura da organização através de: treinamentos de pessoas em cargos chaves, melhoria do corpo docente, melhoria da prestação de serviços, ações para melhoria do ensino e desenvolvimento da orientação de mercado.
Banco de dados: Existe um número muito grande de informações que devem ser analisadas quando do planejamento da instituição, por isso o desenvolvimento de um banco de dados sobre: alunos, formandos, índices dos cursos e departamentos (determinados pelo PAIUB), ex-alunos, outras universidades, comunidade, público alvo, desenvolvimento tecnológico e econômico, e pesquisas de mercado; é de suma importância para o embasamento de decisões.
j) Análise de Resultados
Finalmente, o planejamento estratégico só é útil se sair do papel, ou seja, se for implementado, acompanhado, avaliado e reestruturado, se necessário. Os propósitos podem não ser totalmente alcançados em um primeiro ciclo, por isso a visão de contínuos resultados de um plano de ação permite correções de rota e mesmo troca de estratégias, face a um mercado em constante evolução.
4 Considerações Finais
O planejamento é um processo administrativo que tem sido estudado por grandes especialistas da área, cuja originalidade tem trazido à tona uma multiplicidade de modelos, abordagens e terminologias. Em virtude do ambiente contemporâneo estar caracterizado por descontinuidades e turbulências, as organizações têm buscado respostas condizentes para atender as exigências dos cenários atuais.
Vale ressaltar que o futuro construído pelas organizações se pauta por um planejamento estratégico contínuo, holístico e objetivo na execução visando obter um controle maior das situações. Dessa forma, ele envolve um questionamento sobre o que poderá ocorrer no futuro para se tomar decisões mais seguras e soluções de longo alcance.
Em linhas gerais, o planejamento estratégico pode ajudar a gerar melhorais significativas no desempenho organizacional, como encorajá-lo na clarificação de questões essenciais e responder sabiamente as pressões e demandas do ambiente. À medida que se definem as questões e os desafios cruciais, o planejamento estratégico auxilia as organizações a formular e socializar suas intenções estratégicas. Em virtude disso, o planejamento faz com que os gestores cumpram melhor os seus papéis; fortaleça o trabalho em equipe, ou seja, aumentando a capacidade organizacional e mobilizando os esforços na consecução dos objetivos compartilhados.
Dentro desse contexto, este estudo não teve a intenção de esgotar as metodologias de planejamento estratégico, mas sim mostrar para o leitor que as mesmas devem ser aplicadas na prática a partir dos padrões culturais existentes na organização. Além do mais, a organização deve ter uma boa metodologia de planejamento estratégico para poder implementar estratégias que limitem os impactos das ameaças ambientais.
Em linhas gerais, as metodologias de planejamento estratégico devem ser vistas como uma excelente ferramenta para a mudança organizacional e ainda para o aprendizado dos membros que convivem com a organização, isso porque, dependendo da metodologia utilizada, o planejamento estratégico pode incentivar o aprendizado. Além disso, o planejamento estratégico é essencial à sobrevivência da IES, assegurando um mínimo de visão global e ação, a partir de uma definição adequada de suas finalidades (objetivos e metas), coerentes com os objetivos e as estratégias nacionais e com o cenário internacional. Esse planejamento propicia organização e otimização dos meios para a consecução de suas finalidades, contando com a participação da comunidade acadêmica e da sociedade na decisão de onde devem ser alocados os seus recursos.
Em síntese, sem planos, os administradores não podem definir como suas organizações terão um desempenho satisfatório no futuro em termos práticos, o resultado deste artigo pode oferecer subsídios importantes às IES e aos futuros interessados no tema.
4 Referências
ANSOFF, H. I.; McDONNELL,E. Implantando a administração estratégica.São Paulo: Atlas, 1983.
ARMONI, A. Marketing educacional. Disponível em: www.aprendervirtual.com. Acesso em 21 out. 2004.
BETHLEM, A. de S. Estratégia empresarial: conceitos, processos e administração estratégica. São Paulo: Atlas, 1998.
BRAGA, R. Marketing nas instituições de ensino. Disponível em www.universiabrasil.net . Acesso em 21 out.2004.
CAMPOS, V. F. Gerenciamento pelas diretrizes. Belo Horizonte: Editora de desenvolvimento gerencial, 2002.
DRUCKER, P. F. Sociedade pós-capitalista. São Paulo: Pioneira, 1993.
GOMES, D. D. Posicionamento estratégico e ambiente competitivo. Disponível em www.universiabrasil.net. Publicado em 18 fev. 2003. Acesso em 21 out. 2004.
HAMEL G.; PRAHALAD, C. K. Competindo pelo futuro: estratégias inovadoras para obter o controle de seu setor e criar os mercados de amanhã. Rio de Janeiro: Campus, 1995.
KOTLER, P. ; MURPHY, P. E. Journal of Righer Education, Ohio State University, v.52, n.5 set./out. 1981.
KOTLER, P.; FOX. K. Marketing estratégico para instituições educacionais. São Paulo: Atlas, 1994.
LIAUTAUD, B. Inteligência em e-business: transformando informações em conhecimento, e conhecimento em lucro. Rio de Janeiro: Qualitymark, 2002.
MINTZBERG, H. The fall and rise of strategic planning. Harvard Business Review, Boston, jan./feb. 1994.
MITROFF, I. I.; MASON, R. O.; PEARSON, C. M. Framebreak: the radical redesign of american business. San Francisco: Jossey-Bass, 1994.
OLIVEIRA, D. de P. R. Planejamento estratégico: conceitos, metodologia e prática. São Paulo: Atlas, 2004.
PORTO, C. Uma introdução ao planejamento estratégico. Disponível em www.senac.br, Acesso em 21 out. 2004.
QUINN, J. B. Strategíes for change: logical incrementalism. Homewood, III., Business one irwin, 1980.
STONER, J. A. F; FREEMAN, R. E. Administração. Rio de Janeiro: Prentice-Hall do Brasil, 1999.
VASCONCELLOS FILHO, P. Planejamento estratégico para a retomada do desenvolvimento. Rio de Janeiro: Livros Técnicos e Científicos, 1985.
[1] Professor Doutor do curso de Administração da ESAG/UDESC.
2 Professora Mestra do curso de Administração da FESAG/UNICA
3 Professora Mestra do curso de Administração da UNIVALI.
terça-feira, 1 de setembro de 2009
Aula de 29.08.09 – Lógica Matemática
Aula de 29.08.09 – Lógica Matemática
Boa noite a todos,
Segue um breve resumo do que foi discutido hoje em aula. Sei que não está sendo fácil para ninguém, mas não é para ser mesmo. A iniciação à linguagem matemática (tantos símbolos, números, letras) é complicada e o raciocínio lógico é algo que exige disciplina, estudo e muita paciência. Portanto, vamos fazer uma revisão e uma lista de exercícios que acompanham cada aula. Vocês poderão tirar as dúvidas sobre os exercícios com os colegas ou comigo na faculdade ou por email.
Na aula de hoje, discutimos sobre algumas Relações de Equivalência. Para que elas servem? Para simplificar expressões, reduzir linhas de programação, reduzir o número de componentes eletrônicos em um circuito, entre outras tantas funcionalidades.
Vimos que as Equivalências relacionam expressões. Algumas delas são:
1) A B (A B) (B A). Prove (Use a tabela-verdade)
2) (A B) (B’ A’). Prove.
3) A B (A B)’. Prove.
4) A (B C) (A B) (A C) (Distributiva). Prove.
5) Leis de DeMorgan:
(A B)’ A’ B’. Prove.
(A B)’ A’ B’. Prove.
6) (A B)’ A B’ . No exemplo 6, podemos comprovar primeiro que A B A´ B. (Prove). Depois, aplicamos a Lei de DeMorgan na última expressão (A´ B)´. Chegamos à A B´. Prove. Lembre-se: quando aplicamos a Lei de DeMorgan, invertemos tudo, tanto conectivos lógicos quanto as proposições.
Toda vez que provamos a equivalência entre expressões, dizemos que temos uma tautologia. Quando provamos que não há equivalência, entramos numa situação de contradição (quando todas as saídas são zero) ou contingência (as saídas intercalam-se entre zero e um).
Mais exercícios:
7) Identifique se as expressões a seguir são tautologias:
a) [B´ (A B)] A´
b) [(A B) A] B
8) Encontre o antecedente e o conseqüente de cada uma das proposições, a seguir:
a) O crescimento sadio de plantas é conseqüência de quantidade suficiente de água.
b) O aumento de disponibilidade de informação é uma condição necessária para um maior desenvolvimento tecnológico.
c) Serão introduzidos erros apenas se forem feitas modificações no programa.
d) A economia de energia para aquecimento implica boa insulação ou vedação de todas as janelas.
9) Escreva a negação das proposições (Lembre-se das relações de equivalência e Leis de DeMorgan):
a) Se a comida é boa, então o serviço é excelente.
b) O processador é rápido, mas a impressora é lenta.
c) O processador é rápido ou a impressora é lenta.
d) A impressora só é lenta se o arquivo estiver danificado.
Boa noite a todos,
Segue um breve resumo do que foi discutido hoje em aula. Sei que não está sendo fácil para ninguém, mas não é para ser mesmo. A iniciação à linguagem matemática (tantos símbolos, números, letras) é complicada e o raciocínio lógico é algo que exige disciplina, estudo e muita paciência. Portanto, vamos fazer uma revisão e uma lista de exercícios que acompanham cada aula. Vocês poderão tirar as dúvidas sobre os exercícios com os colegas ou comigo na faculdade ou por email.
Na aula de hoje, discutimos sobre algumas Relações de Equivalência. Para que elas servem? Para simplificar expressões, reduzir linhas de programação, reduzir o número de componentes eletrônicos em um circuito, entre outras tantas funcionalidades.
Vimos que as Equivalências relacionam expressões. Algumas delas são:
1) A B (A B) (B A). Prove (Use a tabela-verdade)
2) (A B) (B’ A’). Prove.
3) A B (A B)’. Prove.
4) A (B C) (A B) (A C) (Distributiva). Prove.
5) Leis de DeMorgan:
(A B)’ A’ B’. Prove.
(A B)’ A’ B’. Prove.
6) (A B)’ A B’ . No exemplo 6, podemos comprovar primeiro que A B A´ B. (Prove). Depois, aplicamos a Lei de DeMorgan na última expressão (A´ B)´. Chegamos à A B´. Prove. Lembre-se: quando aplicamos a Lei de DeMorgan, invertemos tudo, tanto conectivos lógicos quanto as proposições.
Toda vez que provamos a equivalência entre expressões, dizemos que temos uma tautologia. Quando provamos que não há equivalência, entramos numa situação de contradição (quando todas as saídas são zero) ou contingência (as saídas intercalam-se entre zero e um).
Mais exercícios:
7) Identifique se as expressões a seguir são tautologias:
a) [B´ (A B)] A´
b) [(A B) A] B
8) Encontre o antecedente e o conseqüente de cada uma das proposições, a seguir:
a) O crescimento sadio de plantas é conseqüência de quantidade suficiente de água.
b) O aumento de disponibilidade de informação é uma condição necessária para um maior desenvolvimento tecnológico.
c) Serão introduzidos erros apenas se forem feitas modificações no programa.
d) A economia de energia para aquecimento implica boa insulação ou vedação de todas as janelas.
9) Escreva a negação das proposições (Lembre-se das relações de equivalência e Leis de DeMorgan):
a) Se a comida é boa, então o serviço é excelente.
b) O processador é rápido, mas a impressora é lenta.
c) O processador é rápido ou a impressora é lenta.
d) A impressora só é lenta se o arquivo estiver danificado.
Conjuntos
Conjuntos
Objetivo do capítulo:
Após estudo deste capítulo você será capaz de:
· Usar a notação de teoria dos conjuntos;
· Encontrar o conjunto das partes de um conjunto finito;
· Determinar a união, intersecção, a diferença, o complemento e o produto cartesiano de conjuntos.
Você faz um levantamento entre 87 assinantes de seu boletim informativo, preparando-se para lançar seu novo programa de computador. Os resultados de seu levantamento revelam que 68 assinantes têm disponível um sistema baseado em Windows, 34 têm disponível um sistema Unix e 30 têm acesso a um Mac. Além disso, 19 têm acesso a ambos, Windows e Unix, 11 têm acesso a ambos, Unix e Mac, e 23 podem usar tanto Windows quanto Mac.
Pergunta: Quantos de seus assinantes têm acesso a todos os três tipos de sistema?
Esse é um problema típico de contagem: você pode querer contar o número de elementos em uma determinada coleção ou conjunto – o conjunto de todos os assinantes com acesso aos três sistemas.
A teoria dos conjuntos é uma das pedras fundamentais da matemática, em que muitos dos seus problemas podem ser expressos em linguagem de conjuntos. Operações podem ser efetuadas em conjuntos para gerar novos conjuntos.
Definição: Usaremos a idéia intuitiva de que conjunto é uma coleção de objetos. Em geral, todos os objetos em um conjunto têm uma propriedade em comum (além de pertencerem ao mesmo conjunto); assim, qualquer objeto que tem essa propriedade pertence ao conjunto e qualquer objeto que não tem essa propriedade não pertence ao conjunto.
Notação:
Usaremos letras maiúsculas para denotar conjuntos e o símbolo para denotar pertinência em um conjunto. Assim, a A significa que a pertence a A, ou é um elemento do conjunto A, e b A. Usamos chaves para indicar um conjunto.
Exemplo: Se A = {x N / x 5}, então 5, 6, 7,8,... A e 4,3,2,1,0 A.
Os elementos em um conjunto não têm nenhuma ordem, de modo que {6, 9, 10, 5, 7, ...} é o mesmo que {9, 10, 6, 7, 5, ...}. Além disso, cada elemento de um conjunto é listado apenas uma vez; é redundante listá-lo de novo.
Dois conjuntos são iguais se contêm os mesmos elementos (Em uma definição, “se” significa, realmente, “se e somente se”, logo, dois conjuntos são iguais se, e somente se, contêm os mesmos elementos).
Dessa forma, quando A = B, temos que [(x A x B) (x B x A)]
Algumas vezes, vamos nos referir ao conjunto que não tem elementos (o conjunto vazio), denotado por ou por { }. Por exemplo, se S = {x x N e x < 0}, então S = . Note que o conjunto é o conjunto que não tem elementos e é diferente de { }, que é o conjunto com um único elemento em que esse elemento é o conjunto vazio.
Relação entre conjuntos
Para A = {2, 3, 5, 12} e B = {2, 3, 4, 5, 9, 12}, todo elemento de A é, também, um elemento de B. Quando isso acontece, dizemos que A é um subconjunto de B.
Se A é um subconjunto de B, escrevemos A B. Se A B, mas A B (existe pelo menos um elemento de B que não pertence a A), então A é um subconjunto próprio de B, e escrevemos A B.
Sejam:
A = {1, 7, 9, 15}
B= {7, 9}
C = {7, 9, 15, 20}
Então, as seguintes proposições são verdadeiras:
B C 15 C
B A {7, 9} B
B A {7} A
A C A
Problema:
Sejam:
A = {x x R e x2 – 4x + 3 = 0}
B = {x x N e 1 x 4}
Prove que A B.
Resolução:
Sabemos que A e B são conjuntos iguais quando eles têm os mesmos elementos. Podemos escrever essa igualdade em termos de subconjuntos: A = B se, e somente se, A B e B A provar a inclusão na duas direções é a maneira usual de estabelecer a igualdade de dois conjuntos.
Conjuntos de Conjuntos
Para um conjunto S, podemos formar um novo conjunto cujos elementos são os subconjuntos de S. Esse novo conjunto é chamado o conjunto das partes de S e denotado por
Exemplo: Para S = {0,1}, ={ , {0}, {1}, {0,1}}. Note que os elementos do conjunto das partes de um conjunto são conjuntos.
Para qualquer conjunto S, sempre tem , pelo menos, e S como elementos, já que sempre é verdade que S e S S.
Problema: Para A = {1,2,3}, o que é ?
Assim, se S tem n elementos, então tem ______ elementos. (Sua resposta também funciona para n = 0?)
Podemos mostrar de diversas maneiras que, para um conjunto S com n elementos, o conjunto das partes tem 2n elementos. O único conjunto com zero elementos é . O único subconjunto de é , logo, = { }, um conjunto com 1 = 20 elementos. Assim, vamos supor que, para qualquer conjunto com k elementos, o conjunto de suas partes tem 2k elementos.
Uma outra maneira de mostrar que tem 2n elementos quando S tem n elementos é fazer uma analogia com as tabelas-verdade. Lá havia n letras de proposição e mostramos que existiam 2n combinações verdadeira/falsa entre essas letras. Mas também podemos pensar em cada combinação verdadeira/falsa como representando um subconjunto particular, com V indicando que o elemento pertence ao subconjunto e F indicando que ele não pertence. (Por exemplo, a linha da tabela-verdade com todas as letras de proposição tendo o valor lógico F corresponde ao conjunto vazio). Assim, o número de combinações verdadeira/falsa entre n letras de proposição é igual ao número de subconjuntos de um conjunto com n elementos; ambos são iguais a 2n.
Operações em Conjuntos
A maior parte das operações que vimos opera em números, mas também podemos operar em conjuntos. Dado um conjunto arbitrário S, podemos definir algumas operações no conjunto . S nesse caso é chamado de conjunto universo.
Exemplo: Seja S o conjunto de todos os estudantes da faculdade U. Então, os elementos de são conjuntos de estudantes. Seja A o conjunto de estudantes de ciência da computação e seja B o conjunto de estudantes de administração. Ambos A e B pertencem a . Um novo conjunto de estudantes pode ser definido, consistindo em todos os alunos de ciência da computação ou de administração (ou ambos); esse conjunto é a união de A e B. Um outro novo conjunto que pode ser definido é o conjunto dos alunos que estudam, ao mesmo tempo, ciência da computação e administração. Esse conjunto (que pode ser vazio) é chamado interseção de A e B.
Definição: União e Interseção de Conjuntos
Sejam A , B . A união de A e B, denotada por A B, é {xx A ou x B}. A interseção de A e Bm denotada por A B, é {xx A e x B}.
Exemplo: Sejam A = {1,3,5,7,9} e B={3,5,6,10,11}. Podemos considerar aqui A e B como elementos de Então, A B = {1,3,5,6,7,9,10,11} e A B = {3,5}. Ambos A B e A B são elementos de .
Podemos usar Diagramas de Venn para visualizar as operações de união e interseção. As áreas sombreadas ilustram os conjuntos que resultam dessas operações nos dois conjuntos dados.
Definição: Complemento de um Conjunto
Para um conjunto A , o complemento de A, A’, é {xx S e x A}.
A B
A B
A
B
S
A
B
S
Ilustre A’em um Diagrama de Venn:
Definição: Diferença entre Conjuntos
Sejam os conjuntos A e B . Temos A-B = {xx A e x B}. Essa operação pode ser reescrita como A - B = {xx A e x B’} ou como A – B = A B’.
Ilustre A – B em um Diagrama de Venn:
Identidades envolvendo conjuntos
Existem muitas igualdades entre conjuntos envolvendo as operações de união, interseção, diferença e complementação que são verdadeiras para todos os subconjuntos de um dado conjunto S. Os nomes e formas dessas identidades são muito semelhantes às equivalências tautológicas.
Identidades básicas envolvendo conjuntos:
Comutatividade
1 a . A B = B A 1 b .A B = B A
Associatividade
2 a. (A B) C = A (B C) 2 b .(A B) C = A (B C)
Distributividade
3 a .A (B C) = (A B) (A C) 3 b .A (B C) = (A B) (A C)
Elemento Neutro
4 a . A = A 4 b .A S = A
Complemento
5 a . A A’ = S 5 b .A A’=
Problema:
01) Sejam A = {1,2,3,5,10}
B = {2,4,7,8,9}
C={5,8,10}
Subconjuntos de S = {1,2,3,4,5,6,7,8,9,10}
a) A B
b) A – C
c) B’ (A C)
02) Quantos conjuntos diferentes estão descritos a seguir? Quais são eles?
{2, 3, 4}
{2,a,3,b,4,c}
03) Prove que, se A B e B C, então A C.
04) Prove que, se A’ B’, então B A
.
05) Encontre se A={a}.
06) Encontre se A = {1,2,3,4}. Quantos elementos você espera que esse conjunto tenha?
07) Encontre se A = { }
08) Sejam
A = {2,4,5,6,8}
B={1,4,5,9}
C={x x Z e 2 x < 5}
Subconjuntos de S = {0,1,2,3,4,5,6,7,8,9}. Encontre
a) A B
b) A B
c) A C
d) B C
e) A – B
f) A’
g) A A’
h) (A B)’
i) (A B)’
j) C – B
k) (C B) A’
l) (B – A)’ (A – B)
m) (C’ B)
09) Considere os seguintes subconjuntos do conjunto de todos os estudantes:
A = o conjunto de todos os estudantes de ciência da computação
B = o conjunto de todos os estudantes de física
C = o conjunto de todos os estudantes de matemática
D = o conjunto de todas as estudantes mulheres
Usando as operações definidas nos conjuntos, descreva cada um dos conjuntos a seguir em termos de A, B, C, D:
a) O conjunto de todos os estudantes que não são de matemática;
b) O conjunto de todas as mulheres estudantes de física;
c) O conjunto de todos os estudantes que pretendem se formar, ao mesmo tempo, em ciência da computação e em física;
d) O conjunto de todos os homens estudantes de ciência da computação;
e) O conjunto de todos os homens que não são estudantes de física;
f) O conjunto de todos os estudantes de matemática que não s!ao de ciência da computação;
g) O conjunto de todos os estudantes que são mulheres ou que estudam ciência da computação.
10) Escreva uma expressão com conjunto para o resultado de uma busca de rede sobre páginas a respeito de cães que não são de caça. Supondo D = conjunto de páginas sobre cães e R = conjunto de páginas sobre cães de caça.
11) Prove que (A B) C = A (B C) se, e somente se, C A
12) A e B são subconjuntos de um conjunto S. prove as seguintes identidades mostrando a inclusão dos conjuntos em cada direção:
a) (A B)’ = A’ B’
b) (A B)’ = A’ B’
c) A (B A) = A
d) (A B) (A B’) = A
e) (A B’)’ B = A’ B
f) [A (B C)]’ = A’ (B’ C’)
13) Responda ao exercício proposto no início do capítulo.
Exercícios
1- Em uma festa, foram servidos dois tipos de bebidas alcoólicas: vinho e cerveja. Sabe-se que na festa havia 55 pessoas, das quais 30 tomaram cerveja, 15 tomaram vinho e 20 tomaram apenas refrigerante. Então:
a) quantas pessoas tomaram tanto vinho quanto cerveja?
b) quantas pessoas tomaram vinho mas não tomaram cerveja?
c) quantas pessoas tomaram cerveja mas não tomaram vinho?
2- Em um determinado bairro, há 60 famílias, das quais 50 possuem rádio, 40 possuem televisão, 2 não possuem nenhum dos dois aparelhos. Pergunta-se:
a) quantas famílias possuem apenas rádio?
b) quantas famílias possuem apenas televisão?
3- Em um conservatório com 80 alunos, 50 estudam piano, 35 estudam violão e 20 estudam os dois instrumentos. Considerando-se apenas esses dois instrumentos, pergunta-se:
a) quantos alunos estudam apenas piano?
b) quantos alunos estudam apenas violão?
c) quantos alunos estudam ao menos um dos dois instrumentos (violão ou piano)?
d) quantos alunos não estudam nenhum dos dois instrumentos (nem violão nem piano)?
4- Em um seminário, freqüentado por pessoas de línguas inglesa, francesa e alemã, havia 35 pessoas. Sabe-se que na sala, 2 pessoas falavam as três línguas, 6 pessoas falavam apenas francês e 10 pessoas não falavam nem france nem alemão. Havia 5 pessoas que falavam inglês e francês, mas não falavam alemão, e dentre as pessoas que falavam alemão, havia 4 que não falavam inglês, mas falavam francês. Sabendo-se que 5 pessoas falavam apenas alemão, pergunta-se: quantas pessoas falavam inglês?
5- Em um clube há 60 crianças, das quais 40 gostam de futebol, 30 gostam de basquetebol e 20 de voleibol. Dentre as crianças que gostam de futebol, 10 não gostam de nenhum outro esporte, 3 gostam de três esportes e 14 gostam também de basquetebol mas não gostam de voleibol. Sabendo-se que há apenas uma criança que gosta de basquetebol e voleibol, mas não gosta de futebol, pergunta-se: quantas crianças não gostam de nenhum dos três esportes?
6- Em uma pesquisa, em que foram entrevistadas 400 pessoas, constatou-se: 120 pessoas lêem o jornal A, 90 lêem o jornal B, 70 lêem o jornal C, 40 lêem os jornais A e B, 35 lêem os jornais A e C, 25 lêem os jornais B e C e 7 lêem os três jornais. Pergunta-se:
a) quantas pessoas lêem apenas o jornal A?
b) quantas pessoas não lêem nenhum dos três jornais?
7- Em um grupo de 160 estudantes, 60 % assistem a aulas de francês e 40 % assistem a aulas de inglês, mas não às de francês. Dos que assistem a aulas de francês, 25 % também assistem a aulas de inglês. O número de estudantes, do grupo de 160 estudantes, que assistem a aulas de inglês é:
a) 40
b) 64
c) 66
d) 88
e) 90
Objetivo do capítulo:
Após estudo deste capítulo você será capaz de:
· Usar a notação de teoria dos conjuntos;
· Encontrar o conjunto das partes de um conjunto finito;
· Determinar a união, intersecção, a diferença, o complemento e o produto cartesiano de conjuntos.
Você faz um levantamento entre 87 assinantes de seu boletim informativo, preparando-se para lançar seu novo programa de computador. Os resultados de seu levantamento revelam que 68 assinantes têm disponível um sistema baseado em Windows, 34 têm disponível um sistema Unix e 30 têm acesso a um Mac. Além disso, 19 têm acesso a ambos, Windows e Unix, 11 têm acesso a ambos, Unix e Mac, e 23 podem usar tanto Windows quanto Mac.
Pergunta: Quantos de seus assinantes têm acesso a todos os três tipos de sistema?
Esse é um problema típico de contagem: você pode querer contar o número de elementos em uma determinada coleção ou conjunto – o conjunto de todos os assinantes com acesso aos três sistemas.
A teoria dos conjuntos é uma das pedras fundamentais da matemática, em que muitos dos seus problemas podem ser expressos em linguagem de conjuntos. Operações podem ser efetuadas em conjuntos para gerar novos conjuntos.
Definição: Usaremos a idéia intuitiva de que conjunto é uma coleção de objetos. Em geral, todos os objetos em um conjunto têm uma propriedade em comum (além de pertencerem ao mesmo conjunto); assim, qualquer objeto que tem essa propriedade pertence ao conjunto e qualquer objeto que não tem essa propriedade não pertence ao conjunto.
Notação:
Usaremos letras maiúsculas para denotar conjuntos e o símbolo para denotar pertinência em um conjunto. Assim, a A significa que a pertence a A, ou é um elemento do conjunto A, e b A. Usamos chaves para indicar um conjunto.
Exemplo: Se A = {x N / x 5}, então 5, 6, 7,8,... A e 4,3,2,1,0 A.
Os elementos em um conjunto não têm nenhuma ordem, de modo que {6, 9, 10, 5, 7, ...} é o mesmo que {9, 10, 6, 7, 5, ...}. Além disso, cada elemento de um conjunto é listado apenas uma vez; é redundante listá-lo de novo.
Dois conjuntos são iguais se contêm os mesmos elementos (Em uma definição, “se” significa, realmente, “se e somente se”, logo, dois conjuntos são iguais se, e somente se, contêm os mesmos elementos).
Dessa forma, quando A = B, temos que [(x A x B) (x B x A)]
Algumas vezes, vamos nos referir ao conjunto que não tem elementos (o conjunto vazio), denotado por ou por { }. Por exemplo, se S = {x x N e x < 0}, então S = . Note que o conjunto é o conjunto que não tem elementos e é diferente de { }, que é o conjunto com um único elemento em que esse elemento é o conjunto vazio.
Relação entre conjuntos
Para A = {2, 3, 5, 12} e B = {2, 3, 4, 5, 9, 12}, todo elemento de A é, também, um elemento de B. Quando isso acontece, dizemos que A é um subconjunto de B.
Se A é um subconjunto de B, escrevemos A B. Se A B, mas A B (existe pelo menos um elemento de B que não pertence a A), então A é um subconjunto próprio de B, e escrevemos A B.
Sejam:
A = {1, 7, 9, 15}
B= {7, 9}
C = {7, 9, 15, 20}
Então, as seguintes proposições são verdadeiras:
B C 15 C
B A {7, 9} B
B A {7} A
A C A
Problema:
Sejam:
A = {x x R e x2 – 4x + 3 = 0}
B = {x x N e 1 x 4}
Prove que A B.
Resolução:
Sabemos que A e B são conjuntos iguais quando eles têm os mesmos elementos. Podemos escrever essa igualdade em termos de subconjuntos: A = B se, e somente se, A B e B A provar a inclusão na duas direções é a maneira usual de estabelecer a igualdade de dois conjuntos.
Conjuntos de Conjuntos
Para um conjunto S, podemos formar um novo conjunto cujos elementos são os subconjuntos de S. Esse novo conjunto é chamado o conjunto das partes de S e denotado por
Exemplo: Para S = {0,1}, ={ , {0}, {1}, {0,1}}. Note que os elementos do conjunto das partes de um conjunto são conjuntos.
Para qualquer conjunto S, sempre tem , pelo menos, e S como elementos, já que sempre é verdade que S e S S.
Problema: Para A = {1,2,3}, o que é ?
Assim, se S tem n elementos, então tem ______ elementos. (Sua resposta também funciona para n = 0?)
Podemos mostrar de diversas maneiras que, para um conjunto S com n elementos, o conjunto das partes tem 2n elementos. O único conjunto com zero elementos é . O único subconjunto de é , logo, = { }, um conjunto com 1 = 20 elementos. Assim, vamos supor que, para qualquer conjunto com k elementos, o conjunto de suas partes tem 2k elementos.
Uma outra maneira de mostrar que tem 2n elementos quando S tem n elementos é fazer uma analogia com as tabelas-verdade. Lá havia n letras de proposição e mostramos que existiam 2n combinações verdadeira/falsa entre essas letras. Mas também podemos pensar em cada combinação verdadeira/falsa como representando um subconjunto particular, com V indicando que o elemento pertence ao subconjunto e F indicando que ele não pertence. (Por exemplo, a linha da tabela-verdade com todas as letras de proposição tendo o valor lógico F corresponde ao conjunto vazio). Assim, o número de combinações verdadeira/falsa entre n letras de proposição é igual ao número de subconjuntos de um conjunto com n elementos; ambos são iguais a 2n.
Operações em Conjuntos
A maior parte das operações que vimos opera em números, mas também podemos operar em conjuntos. Dado um conjunto arbitrário S, podemos definir algumas operações no conjunto . S nesse caso é chamado de conjunto universo.
Exemplo: Seja S o conjunto de todos os estudantes da faculdade U. Então, os elementos de são conjuntos de estudantes. Seja A o conjunto de estudantes de ciência da computação e seja B o conjunto de estudantes de administração. Ambos A e B pertencem a . Um novo conjunto de estudantes pode ser definido, consistindo em todos os alunos de ciência da computação ou de administração (ou ambos); esse conjunto é a união de A e B. Um outro novo conjunto que pode ser definido é o conjunto dos alunos que estudam, ao mesmo tempo, ciência da computação e administração. Esse conjunto (que pode ser vazio) é chamado interseção de A e B.
Definição: União e Interseção de Conjuntos
Sejam A , B . A união de A e B, denotada por A B, é {xx A ou x B}. A interseção de A e Bm denotada por A B, é {xx A e x B}.
Exemplo: Sejam A = {1,3,5,7,9} e B={3,5,6,10,11}. Podemos considerar aqui A e B como elementos de Então, A B = {1,3,5,6,7,9,10,11} e A B = {3,5}. Ambos A B e A B são elementos de .
Podemos usar Diagramas de Venn para visualizar as operações de união e interseção. As áreas sombreadas ilustram os conjuntos que resultam dessas operações nos dois conjuntos dados.
Definição: Complemento de um Conjunto
Para um conjunto A , o complemento de A, A’, é {xx S e x A}.
A B
A B
A
B
S
A
B
S
Ilustre A’em um Diagrama de Venn:
Definição: Diferença entre Conjuntos
Sejam os conjuntos A e B . Temos A-B = {xx A e x B}. Essa operação pode ser reescrita como A - B = {xx A e x B’} ou como A – B = A B’.
Ilustre A – B em um Diagrama de Venn:
Identidades envolvendo conjuntos
Existem muitas igualdades entre conjuntos envolvendo as operações de união, interseção, diferença e complementação que são verdadeiras para todos os subconjuntos de um dado conjunto S. Os nomes e formas dessas identidades são muito semelhantes às equivalências tautológicas.
Identidades básicas envolvendo conjuntos:
Comutatividade
1 a . A B = B A 1 b .A B = B A
Associatividade
2 a. (A B) C = A (B C) 2 b .(A B) C = A (B C)
Distributividade
3 a .A (B C) = (A B) (A C) 3 b .A (B C) = (A B) (A C)
Elemento Neutro
4 a . A = A 4 b .A S = A
Complemento
5 a . A A’ = S 5 b .A A’=
Problema:
01) Sejam A = {1,2,3,5,10}
B = {2,4,7,8,9}
C={5,8,10}
Subconjuntos de S = {1,2,3,4,5,6,7,8,9,10}
a) A B
b) A – C
c) B’ (A C)
02) Quantos conjuntos diferentes estão descritos a seguir? Quais são eles?
{2, 3, 4}
{2,a,3,b,4,c}
03) Prove que, se A B e B C, então A C.
04) Prove que, se A’ B’, então B A
.
05) Encontre se A={a}.
06) Encontre se A = {1,2,3,4}. Quantos elementos você espera que esse conjunto tenha?
07) Encontre se A = { }
08) Sejam
A = {2,4,5,6,8}
B={1,4,5,9}
C={x x Z e 2 x < 5}
Subconjuntos de S = {0,1,2,3,4,5,6,7,8,9}. Encontre
a) A B
b) A B
c) A C
d) B C
e) A – B
f) A’
g) A A’
h) (A B)’
i) (A B)’
j) C – B
k) (C B) A’
l) (B – A)’ (A – B)
m) (C’ B)
09) Considere os seguintes subconjuntos do conjunto de todos os estudantes:
A = o conjunto de todos os estudantes de ciência da computação
B = o conjunto de todos os estudantes de física
C = o conjunto de todos os estudantes de matemática
D = o conjunto de todas as estudantes mulheres
Usando as operações definidas nos conjuntos, descreva cada um dos conjuntos a seguir em termos de A, B, C, D:
a) O conjunto de todos os estudantes que não são de matemática;
b) O conjunto de todas as mulheres estudantes de física;
c) O conjunto de todos os estudantes que pretendem se formar, ao mesmo tempo, em ciência da computação e em física;
d) O conjunto de todos os homens estudantes de ciência da computação;
e) O conjunto de todos os homens que não são estudantes de física;
f) O conjunto de todos os estudantes de matemática que não s!ao de ciência da computação;
g) O conjunto de todos os estudantes que são mulheres ou que estudam ciência da computação.
10) Escreva uma expressão com conjunto para o resultado de uma busca de rede sobre páginas a respeito de cães que não são de caça. Supondo D = conjunto de páginas sobre cães e R = conjunto de páginas sobre cães de caça.
11) Prove que (A B) C = A (B C) se, e somente se, C A
12) A e B são subconjuntos de um conjunto S. prove as seguintes identidades mostrando a inclusão dos conjuntos em cada direção:
a) (A B)’ = A’ B’
b) (A B)’ = A’ B’
c) A (B A) = A
d) (A B) (A B’) = A
e) (A B’)’ B = A’ B
f) [A (B C)]’ = A’ (B’ C’)
13) Responda ao exercício proposto no início do capítulo.
Exercícios
1- Em uma festa, foram servidos dois tipos de bebidas alcoólicas: vinho e cerveja. Sabe-se que na festa havia 55 pessoas, das quais 30 tomaram cerveja, 15 tomaram vinho e 20 tomaram apenas refrigerante. Então:
a) quantas pessoas tomaram tanto vinho quanto cerveja?
b) quantas pessoas tomaram vinho mas não tomaram cerveja?
c) quantas pessoas tomaram cerveja mas não tomaram vinho?
2- Em um determinado bairro, há 60 famílias, das quais 50 possuem rádio, 40 possuem televisão, 2 não possuem nenhum dos dois aparelhos. Pergunta-se:
a) quantas famílias possuem apenas rádio?
b) quantas famílias possuem apenas televisão?
3- Em um conservatório com 80 alunos, 50 estudam piano, 35 estudam violão e 20 estudam os dois instrumentos. Considerando-se apenas esses dois instrumentos, pergunta-se:
a) quantos alunos estudam apenas piano?
b) quantos alunos estudam apenas violão?
c) quantos alunos estudam ao menos um dos dois instrumentos (violão ou piano)?
d) quantos alunos não estudam nenhum dos dois instrumentos (nem violão nem piano)?
4- Em um seminário, freqüentado por pessoas de línguas inglesa, francesa e alemã, havia 35 pessoas. Sabe-se que na sala, 2 pessoas falavam as três línguas, 6 pessoas falavam apenas francês e 10 pessoas não falavam nem france nem alemão. Havia 5 pessoas que falavam inglês e francês, mas não falavam alemão, e dentre as pessoas que falavam alemão, havia 4 que não falavam inglês, mas falavam francês. Sabendo-se que 5 pessoas falavam apenas alemão, pergunta-se: quantas pessoas falavam inglês?
5- Em um clube há 60 crianças, das quais 40 gostam de futebol, 30 gostam de basquetebol e 20 de voleibol. Dentre as crianças que gostam de futebol, 10 não gostam de nenhum outro esporte, 3 gostam de três esportes e 14 gostam também de basquetebol mas não gostam de voleibol. Sabendo-se que há apenas uma criança que gosta de basquetebol e voleibol, mas não gosta de futebol, pergunta-se: quantas crianças não gostam de nenhum dos três esportes?
6- Em uma pesquisa, em que foram entrevistadas 400 pessoas, constatou-se: 120 pessoas lêem o jornal A, 90 lêem o jornal B, 70 lêem o jornal C, 40 lêem os jornais A e B, 35 lêem os jornais A e C, 25 lêem os jornais B e C e 7 lêem os três jornais. Pergunta-se:
a) quantas pessoas lêem apenas o jornal A?
b) quantas pessoas não lêem nenhum dos três jornais?
7- Em um grupo de 160 estudantes, 60 % assistem a aulas de francês e 40 % assistem a aulas de inglês, mas não às de francês. Dos que assistem a aulas de francês, 25 % também assistem a aulas de inglês. O número de estudantes, do grupo de 160 estudantes, que assistem a aulas de inglês é:
a) 40
b) 64
c) 66
d) 88
e) 90
Lógica Matemática
Lógica Matemática
I - Introdução
A Lógica Matemática, em síntese, pode ser considerada como a ciência do raciocínio e da demonstração. Este importante ramo da Matemática desenvolveu-se no século XIX, sobretudo através das idéias de George Boole , matemático inglês (1815 - 1864), criador da Álgebra Booleana, que utiliza símbolos e operações algébricas para representar proposições e suas inter-relações.
As idéias de Boole tornaram-se a base da Lógica Simbólica, cuja aplicação estende-se por alguns ramos da eletricidade, da computação e da eletrônica.A lógica matemática (ou lógica simbólica), trata do estudo das sentenças declarativas também conhecidas como proposições , as quais devem satisfazer aos dois princípios fundamentais seguintes:
Princípio do terceiro excluído: uma proposição só pode ser verdadeira ou falsa , não havendo outra alternativa.
Princípio da não contradição: uma proposição não pode ser ao mesmo tempo verdadeira e falsa.
Diz-se então que uma proposição verdadeira possui valor lógico V (verdade) e uma proposição falsa possui valor lógico F (falso). Os valores lógicos também costumam ser representados por 0 (zero) para proposições falsas ( 0 ou F) e 1 (um) para proposições verdadeiras ( 1 ou V ).
As proposições são indicadas pelas letras latinas minúsculas: p, q, r, s, t, u, ...
II – Lógica Formal
Fornece as bases para o método de pensar organizado e cuidadoso que caracteriza qualquer atividade racional – como uma investigação criminal, uma experiência científica, um estudo sócio-lógico.
1. Proposições, Representações Simbólicas
Uma proposição (ou declaração) é uma sentença afirmativa (expressão de uma linguagem) que pode ser verdadeira ou falsa.
Exemplos: Proposições Simples:
a) Dez é maior que sete : Proposição Verdadeira
b) Como está você? : Não é proposição
c) Ela é muito talentosa: “Ela” não está especificada, assim, a sentença não é falsa nem verdadeira.
Conectivos e Valores Lógicos:
Conectivos Lógicos: O valor lógico de uma proposição composta depende dos valores lógicos de seus componentes e dos conectivos usados.
Exemplo:
a) Dez é maior que sete e três é menor que cinco.
Conectivo Lógico: e (Conjunção)
Representação:
b) Hoje é terça-feira ou hoje é quarta-feira.
Conectivo Lógico: ou (Disjunção)
Representação:
c) Ou hoje é terça-feira ou hoje é quarta-feira.
Conectivo Lógico: ou exclusivo
Representação:
d) Se eu passar na prova, então, irei ao cinema.
Conectivo Lógico: Se, então. (Condicional ou Implicação)
Representação:
e) Carlos passará no concurso, se e somente se, estudar muito.
Conectivo Lógico: Se, e somente se. (Bicondicional)
Representação:
f) Hoje não vai chover.
Conectivo Lógico: negação.
Representação: ‘ , ~,
Agora, iremos substituir cada sentença (proposição) pelas seguintes variáveis:
a) Dez é maior que sete e três é menor que cinco.
p
q
Temos: p q (Lê-se: p e q)
b) Hoje é terça-feira ou hoje é quarta-feira.
p
q
Temos: p q (Lê-se: p ou q)
c) Ou hoje é terça-feira ou hoje é quarta-feira.
p
q
Temos: p q (Lê-se: ou p ou q)
d) Se eu passar na prova, então, irei ao cinema.
p
q
Temos: p q (Lê-se; p implica em q ; Se p então q).
p é a proposição antecedente e q é a proposição consequente.
e) Carlos passará no concurso, se e somente se, estudar muito.
p
q
Temos: p q (Lê-se : p, se e somente se, q)
f) Hoje não vai chover.
p
Temos: p’ (Lê-se: não p ; p negado.)
O fato das proposições verdadeiras (valor lógico 1) ou falsas (valor lógico 0), não podem estar associadas à analogia de que zero (0) pode significar um circuito elétrico desligado e um (1) pode significar um circuito elétrico ligado? Isto lembra alguma coisa vinculada aos computadores? Pois é, isto é uma verdade, e é a base lógica da arquitetura dos computadores!
Seria demais imaginar que a proposição pÙ q pode ser associada a um circuito série e a proposição pÚ q a um circuito em paralelo?
Pois, as analogias são válidas e talvez tenham sido elas que mudaram o mundo!
A combinação das proposições simples formadas por p e q pode ser considerada verdadeira ou falsa. Assim, as diversas combinações possíveis entre p e q são distribuídas na tabela-verdade:
Tabela-Verdade para p q (Lê-se: p e q)
p
q
p q
V
V
V
V
F
F
F
V
F
F
F
F
Tabela-Verdade para p q (Lê-se: p ou q)
p
q
p q
V
V
V
V
F
V
F
V
V
F
F
F
Tabela-Verdade para p q (Lê-se: ou p ou q; p ou q, mas não ambos)
p
q
p q
V
V
F
V
F
V
F
V
V
F
F
F
Tabela-Verdade para p q (Lê-se: p implica em q; Se p então q)
p
q
p q
V
V
V
V
F
V
F
V
F
F
F
V
“Por convenção, p q é considerada verdadeira se p for falsa , independentemente do valor lógico de q”
p é a proposição antecedente e q é a proposição consequente.
Tabela-Verdade para p q (Lê-se: p, se e somente se, q)
p
q
p q
V
V
V
V
F
F
F
V
F
F
F
V
Podemos notar que p q é verdadeira somente quando p e q têm os mesmos valores lógicos.
A relação p q (p q) (q p) é verdadeira, prove:
p
q
p q
q p
(p q) (q p)
p q
Tabela-Verdade para p’ (Lê-se: não p, p negado)
P
P’
V
F
F
V
Expressão em Português
Conectivo Lógico
Expressão Lógica
e, mas, também, além disso
Conjunção
- p q
ou
Disjunção
- p q
Se p, então, q
Condicional ou Implicação
- p q
p, se e somente se, q
Bicondicional
- p q
não p (não é verdade que p)
Negação
- p’
Podemos encadear proposições e conectivos para formar novas expressões:
Cálculo Proposicional:
Exemplo:
1) (p q) (q p)
Conectivo principal:
2) p (q r)’
Conectivo principal:
3) ((p q) r) (q r’)
conectivo principal:
Escrevemos a tabela-verdade para qualquer expressão composta:
a) (p q’) (q q’)
b) [(p q’) r’]’
Tautologia:
Uma tautologia é “intrinsicamente verdadeira” por sua própria estrutura.
Ela é verdadeira, independentemente, dos valores lógicos atribuídos às suas proposições.
Exemplo: Hoje vai ter sol ou hoje não vai ter sol. – Sempre é uma tautologia. Sempre será verdadeira, pois uma das duas coisas tem que acontecer.
Contradição:
Uma contradição é “intrinsicamente falsa” pela sua própria estrutura.
Exemplo: Hoje é segunda-feira e hoje não é segunda-feira. – Sempre será falsa!
Quando p q representam uma tautologia, os valores lógicos de p e q são iguais em todas as linhas da tabela-verdade. Nesse caso, dizemos que p e q são expressões equivalentes, denotamos essa propriedade por p q. Assim, p q enuncia o fato de p q ser uma tautologia.
Assim, (p q) (q’ p’). Prove.
Prove também que p q (p q)’
Algumas Equivalências Tautológicas:
1a. p q q p
1b. p q q p
Comutatividade
2a. (p q) r p (q r)
2b. (p q) r p (q r)
Associatividade
3a.p (q r) (p q) (p r)
3b.p (q r) (p q) (p r)
Distributividade
4a. p 0 p
4b.p 1 p
Elementos neutros
5a .p p’ 1
5b.p p’ 0
Complementares
Duas equivalências adicionais muito importantes:
1) Leis de DeMorgan (Augusto DeMorgan – matemático – século XIX)
(p q)’ p’ q’
(p q)’ p’ q’
2) Negação da condicional(p® q)’ = pÙ q’
Todas as propriedades acima podem ser verificadas com a construção das tabelas verdades. Vamos exemplificar verificando a propriedade dos itens (1 e 2):Para isto, vamos construir as tabelas verdades de 1 e 2:
Exercícios:
01. Escreva a sentença em notação simbólica e, em seguida, sua negação.
a) O processador é rápido, mas a impressora é lenta.
b) O processador é rápido ou a impressora é lenta.
c) Se o processador é rápido, então a impressora é lenta.
d) Se o arquivo não está danificado e o processador é rápido, então a impressora é lenta.
02. Escreva cada uma das proposições compostas a seguir em notação simbólica usando letras de proposição para denotar os componentes.
a) Se os preços subirem, então haverá muitas casas para vender e elas serão caras, mas se as casas não forem caras, então, ainda assim, haverá muitas casas para vender.
b) Tanto ir dormir como ir nadar é uma condição suficiente para a troca de roupa, no entanto, mudar a roupa não significa que se vai nadar.
c) Vai chover ou nevar mas não ambos.
d) Se Jane vencer ou perder, vai ficar cansada.
e) Ou Jane irá vencer ou, se perder, ela ficará cansada.
f) Uma economia forte virá se Anita ganhar as eleições. (ver quem é o antecedente e quem é o consequente).
g) Uma economia permanecerá forte se, e somente se, Anita ganhar a eleição e os impostos forem reduzidos.
Conectivos Lógicos no Mundo Real
Os programas de busca na rede permitem a exploração de recursos imensos disponíveis, porém cuidado. Se você escrever carros usados, você pode obter de volta referências na rede contendo todas as buscas com as palavras carros e usados. Se você escrever entre aspas “carros usados”, você está restringindo a busca às páginas contendo exatamente essa frase. Para restringir ainda mais a sua pesquisa, você poderia colocar, por exemplo:
“carros usados” E (Ford ou Fiat)
Muitos programas de busca usam + no lugar de E (ou AND) e – no lugar de ENÃO (ou AND NOT).
Os conectivos E (AND), ou (OR) e NÃO (NOT) estão disponíveis em muitas linguagens de programação ( , ,‘). Esses conectivos, de acordo com as tabelas verdade que definimos, agem em combinação de expressões verdadeiras ou falsas para produzir um valor lógico final.
Tais valores lógicos fornecem a capacidade de decisão fundamental ao fluxo de controle em programas de computadores. Assim, em uma ramificação condicional de um programa, se o valor lógico da expressão condicional for verdadeiro, o programa executará a seguir um trecho de seu código; se o valor for falso, ele executará um trecho diferente de seu código. Se a expressão condicional for substituída por outra expressão equivalente mais simples, o valor lógico da expressão, e, portanto, o fluxo de controle do programa, não será afetado, mas o novo código será mais fácil de ser entendido e poderá ser executado mais rapidamente.
3) Considere uma proposição em um programa de computador da forma:
Sendo A: “Fluxo De Saída > Fluxo De Entrada”
B : “Pressão < 1000”
If (( Fluxo De Saída > Fluxo De Entrada)
And not ((Fluxo De Saída > Fluxo De Entrada)
And (Pressão < 1000)))
Do Alguma Coisa;
Else
Do Outra Coisa.
Observação: Se V: o programa executa uma linha de seu código), se F: o programa executa um trecho diferente de seu código, até que seja encontrado o valor V.
Escreva a expressão condicional do algoritmo acima:
Essa expressão pode ser simplificada, substituindo a fórmula por outra equivalente. Escreva todas as equivalências tautológicas encontradas. Vamos testar.
4) Escreva uma expressão lógica para que um programa de busca na rede encontre todas as páginas sobre:
a) cachorros que não são de caça.
b) pinturas à óleo de Van Gogh ou de Rembrandt, mas não de Vermeer.
5) Suponha que A, B e C representam condições que serão verdadeiras ou falsas quando um certo programa é executado. Suponha, ainda, que você quer que o programa realize uma determinada tarefa, somente quando A ou B for verdadeira (mas não ambas) e C falsa. Usando A, B, e C e os conectivos E, Ou e NÃO, escreva uma proposição que será verdadeira apenas nessas condições.
6) Quatro máquinas A, B, C e D estão conectadas em uma rede de computadores. Receia-se que um vírus de computador possa ter infectado a rede. Seu grupo de segurança de rede faz as seguintes afirmações:
- Se D estiver infectado, C também está.
- Se C estiver infectado, A também está.
- Se D estiver limpo, então B está limpo, mas C está infectado.
- Se A estiver infectado, então ou B está infectado, ou C está limpo.
Supondo todas essas proposições verdadeiras, o que você pode concluir?
I - Introdução
A Lógica Matemática, em síntese, pode ser considerada como a ciência do raciocínio e da demonstração. Este importante ramo da Matemática desenvolveu-se no século XIX, sobretudo através das idéias de George Boole , matemático inglês (1815 - 1864), criador da Álgebra Booleana, que utiliza símbolos e operações algébricas para representar proposições e suas inter-relações.
As idéias de Boole tornaram-se a base da Lógica Simbólica, cuja aplicação estende-se por alguns ramos da eletricidade, da computação e da eletrônica.A lógica matemática (ou lógica simbólica), trata do estudo das sentenças declarativas também conhecidas como proposições , as quais devem satisfazer aos dois princípios fundamentais seguintes:
Princípio do terceiro excluído: uma proposição só pode ser verdadeira ou falsa , não havendo outra alternativa.
Princípio da não contradição: uma proposição não pode ser ao mesmo tempo verdadeira e falsa.
Diz-se então que uma proposição verdadeira possui valor lógico V (verdade) e uma proposição falsa possui valor lógico F (falso). Os valores lógicos também costumam ser representados por 0 (zero) para proposições falsas ( 0 ou F) e 1 (um) para proposições verdadeiras ( 1 ou V ).
As proposições são indicadas pelas letras latinas minúsculas: p, q, r, s, t, u, ...
II – Lógica Formal
Fornece as bases para o método de pensar organizado e cuidadoso que caracteriza qualquer atividade racional – como uma investigação criminal, uma experiência científica, um estudo sócio-lógico.
1. Proposições, Representações Simbólicas
Uma proposição (ou declaração) é uma sentença afirmativa (expressão de uma linguagem) que pode ser verdadeira ou falsa.
Exemplos: Proposições Simples:
a) Dez é maior que sete : Proposição Verdadeira
b) Como está você? : Não é proposição
c) Ela é muito talentosa: “Ela” não está especificada, assim, a sentença não é falsa nem verdadeira.
Conectivos e Valores Lógicos:
Conectivos Lógicos: O valor lógico de uma proposição composta depende dos valores lógicos de seus componentes e dos conectivos usados.
Exemplo:
a) Dez é maior que sete e três é menor que cinco.
Conectivo Lógico: e (Conjunção)
Representação:
b) Hoje é terça-feira ou hoje é quarta-feira.
Conectivo Lógico: ou (Disjunção)
Representação:
c) Ou hoje é terça-feira ou hoje é quarta-feira.
Conectivo Lógico: ou exclusivo
Representação:
d) Se eu passar na prova, então, irei ao cinema.
Conectivo Lógico: Se, então. (Condicional ou Implicação)
Representação:
e) Carlos passará no concurso, se e somente se, estudar muito.
Conectivo Lógico: Se, e somente se. (Bicondicional)
Representação:
f) Hoje não vai chover.
Conectivo Lógico: negação.
Representação: ‘ , ~,
Agora, iremos substituir cada sentença (proposição) pelas seguintes variáveis:
a) Dez é maior que sete e três é menor que cinco.
p
q
Temos: p q (Lê-se: p e q)
b) Hoje é terça-feira ou hoje é quarta-feira.
p
q
Temos: p q (Lê-se: p ou q)
c) Ou hoje é terça-feira ou hoje é quarta-feira.
p
q
Temos: p q (Lê-se: ou p ou q)
d) Se eu passar na prova, então, irei ao cinema.
p
q
Temos: p q (Lê-se; p implica em q ; Se p então q).
p é a proposição antecedente e q é a proposição consequente.
e) Carlos passará no concurso, se e somente se, estudar muito.
p
q
Temos: p q (Lê-se : p, se e somente se, q)
f) Hoje não vai chover.
p
Temos: p’ (Lê-se: não p ; p negado.)
O fato das proposições verdadeiras (valor lógico 1) ou falsas (valor lógico 0), não podem estar associadas à analogia de que zero (0) pode significar um circuito elétrico desligado e um (1) pode significar um circuito elétrico ligado? Isto lembra alguma coisa vinculada aos computadores? Pois é, isto é uma verdade, e é a base lógica da arquitetura dos computadores!
Seria demais imaginar que a proposição pÙ q pode ser associada a um circuito série e a proposição pÚ q a um circuito em paralelo?
Pois, as analogias são válidas e talvez tenham sido elas que mudaram o mundo!
A combinação das proposições simples formadas por p e q pode ser considerada verdadeira ou falsa. Assim, as diversas combinações possíveis entre p e q são distribuídas na tabela-verdade:
Tabela-Verdade para p q (Lê-se: p e q)
p
q
p q
V
V
V
V
F
F
F
V
F
F
F
F
Tabela-Verdade para p q (Lê-se: p ou q)
p
q
p q
V
V
V
V
F
V
F
V
V
F
F
F
Tabela-Verdade para p q (Lê-se: ou p ou q; p ou q, mas não ambos)
p
q
p q
V
V
F
V
F
V
F
V
V
F
F
F
Tabela-Verdade para p q (Lê-se: p implica em q; Se p então q)
p
q
p q
V
V
V
V
F
V
F
V
F
F
F
V
“Por convenção, p q é considerada verdadeira se p for falsa , independentemente do valor lógico de q”
p é a proposição antecedente e q é a proposição consequente.
Tabela-Verdade para p q (Lê-se: p, se e somente se, q)
p
q
p q
V
V
V
V
F
F
F
V
F
F
F
V
Podemos notar que p q é verdadeira somente quando p e q têm os mesmos valores lógicos.
A relação p q (p q) (q p) é verdadeira, prove:
p
q
p q
q p
(p q) (q p)
p q
Tabela-Verdade para p’ (Lê-se: não p, p negado)
P
P’
V
F
F
V
Expressão em Português
Conectivo Lógico
Expressão Lógica
e, mas, também, além disso
Conjunção
- p q
ou
Disjunção
- p q
Se p, então, q
Condicional ou Implicação
- p q
p, se e somente se, q
Bicondicional
- p q
não p (não é verdade que p)
Negação
- p’
Podemos encadear proposições e conectivos para formar novas expressões:
Cálculo Proposicional:
Exemplo:
1) (p q) (q p)
Conectivo principal:
2) p (q r)’
Conectivo principal:
3) ((p q) r) (q r’)
conectivo principal:
Escrevemos a tabela-verdade para qualquer expressão composta:
a) (p q’) (q q’)
b) [(p q’) r’]’
Tautologia:
Uma tautologia é “intrinsicamente verdadeira” por sua própria estrutura.
Ela é verdadeira, independentemente, dos valores lógicos atribuídos às suas proposições.
Exemplo: Hoje vai ter sol ou hoje não vai ter sol. – Sempre é uma tautologia. Sempre será verdadeira, pois uma das duas coisas tem que acontecer.
Contradição:
Uma contradição é “intrinsicamente falsa” pela sua própria estrutura.
Exemplo: Hoje é segunda-feira e hoje não é segunda-feira. – Sempre será falsa!
Quando p q representam uma tautologia, os valores lógicos de p e q são iguais em todas as linhas da tabela-verdade. Nesse caso, dizemos que p e q são expressões equivalentes, denotamos essa propriedade por p q. Assim, p q enuncia o fato de p q ser uma tautologia.
Assim, (p q) (q’ p’). Prove.
Prove também que p q (p q)’
Algumas Equivalências Tautológicas:
1a. p q q p
1b. p q q p
Comutatividade
2a. (p q) r p (q r)
2b. (p q) r p (q r)
Associatividade
3a.p (q r) (p q) (p r)
3b.p (q r) (p q) (p r)
Distributividade
4a. p 0 p
4b.p 1 p
Elementos neutros
5a .p p’ 1
5b.p p’ 0
Complementares
Duas equivalências adicionais muito importantes:
1) Leis de DeMorgan (Augusto DeMorgan – matemático – século XIX)
(p q)’ p’ q’
(p q)’ p’ q’
2) Negação da condicional(p® q)’ = pÙ q’
Todas as propriedades acima podem ser verificadas com a construção das tabelas verdades. Vamos exemplificar verificando a propriedade dos itens (1 e 2):Para isto, vamos construir as tabelas verdades de 1 e 2:
Exercícios:
01. Escreva a sentença em notação simbólica e, em seguida, sua negação.
a) O processador é rápido, mas a impressora é lenta.
b) O processador é rápido ou a impressora é lenta.
c) Se o processador é rápido, então a impressora é lenta.
d) Se o arquivo não está danificado e o processador é rápido, então a impressora é lenta.
02. Escreva cada uma das proposições compostas a seguir em notação simbólica usando letras de proposição para denotar os componentes.
a) Se os preços subirem, então haverá muitas casas para vender e elas serão caras, mas se as casas não forem caras, então, ainda assim, haverá muitas casas para vender.
b) Tanto ir dormir como ir nadar é uma condição suficiente para a troca de roupa, no entanto, mudar a roupa não significa que se vai nadar.
c) Vai chover ou nevar mas não ambos.
d) Se Jane vencer ou perder, vai ficar cansada.
e) Ou Jane irá vencer ou, se perder, ela ficará cansada.
f) Uma economia forte virá se Anita ganhar as eleições. (ver quem é o antecedente e quem é o consequente).
g) Uma economia permanecerá forte se, e somente se, Anita ganhar a eleição e os impostos forem reduzidos.
Conectivos Lógicos no Mundo Real
Os programas de busca na rede permitem a exploração de recursos imensos disponíveis, porém cuidado. Se você escrever carros usados, você pode obter de volta referências na rede contendo todas as buscas com as palavras carros e usados. Se você escrever entre aspas “carros usados”, você está restringindo a busca às páginas contendo exatamente essa frase. Para restringir ainda mais a sua pesquisa, você poderia colocar, por exemplo:
“carros usados” E (Ford ou Fiat)
Muitos programas de busca usam + no lugar de E (ou AND) e – no lugar de ENÃO (ou AND NOT).
Os conectivos E (AND), ou (OR) e NÃO (NOT) estão disponíveis em muitas linguagens de programação ( , ,‘). Esses conectivos, de acordo com as tabelas verdade que definimos, agem em combinação de expressões verdadeiras ou falsas para produzir um valor lógico final.
Tais valores lógicos fornecem a capacidade de decisão fundamental ao fluxo de controle em programas de computadores. Assim, em uma ramificação condicional de um programa, se o valor lógico da expressão condicional for verdadeiro, o programa executará a seguir um trecho de seu código; se o valor for falso, ele executará um trecho diferente de seu código. Se a expressão condicional for substituída por outra expressão equivalente mais simples, o valor lógico da expressão, e, portanto, o fluxo de controle do programa, não será afetado, mas o novo código será mais fácil de ser entendido e poderá ser executado mais rapidamente.
3) Considere uma proposição em um programa de computador da forma:
Sendo A: “Fluxo De Saída > Fluxo De Entrada”
B : “Pressão < 1000”
If (( Fluxo De Saída > Fluxo De Entrada)
And not ((Fluxo De Saída > Fluxo De Entrada)
And (Pressão < 1000)))
Do Alguma Coisa;
Else
Do Outra Coisa.
Observação: Se V: o programa executa uma linha de seu código), se F: o programa executa um trecho diferente de seu código, até que seja encontrado o valor V.
Escreva a expressão condicional do algoritmo acima:
Essa expressão pode ser simplificada, substituindo a fórmula por outra equivalente. Escreva todas as equivalências tautológicas encontradas. Vamos testar.
4) Escreva uma expressão lógica para que um programa de busca na rede encontre todas as páginas sobre:
a) cachorros que não são de caça.
b) pinturas à óleo de Van Gogh ou de Rembrandt, mas não de Vermeer.
5) Suponha que A, B e C representam condições que serão verdadeiras ou falsas quando um certo programa é executado. Suponha, ainda, que você quer que o programa realize uma determinada tarefa, somente quando A ou B for verdadeira (mas não ambas) e C falsa. Usando A, B, e C e os conectivos E, Ou e NÃO, escreva uma proposição que será verdadeira apenas nessas condições.
6) Quatro máquinas A, B, C e D estão conectadas em uma rede de computadores. Receia-se que um vírus de computador possa ter infectado a rede. Seu grupo de segurança de rede faz as seguintes afirmações:
- Se D estiver infectado, C também está.
- Se C estiver infectado, A também está.
- Se D estiver limpo, então B está limpo, mas C está infectado.
- Se A estiver infectado, então ou B está infectado, ou C está limpo.
Supondo todas essas proposições verdadeiras, o que você pode concluir?
AULA 03-09-2009
Terça-feira, 1 de Setembro de 2009
AULA 03-09-2009
ADMINISTRAÇÃO CIENTÍFICA:
SISTEMAS GERENCIAIS:
1970 – Liderança industrial dos Estados Unidos e Europa ameaçada pelo Japão. Este fato está ligado a forma como a organização do trabalho predominante nas empresas ocidentais. Modelo Ford/Taylor sendo substituído na industria manufatureira por novos conceitos e princípios.
ORGANIZAÇÕES COMO MÁQUINAS:
Produção em massa. As organizações passaram a ser um fim em si mesmas, com horários rígidos, rotinas predefinidas, tarefas repetitivas e controles severos.
Surgiram organizações burocráticas, criando rotinas e mecanizando o trabalho, reduzindo a capacidade de criação e participação do trabalhador.
TEORIA CLÁSICA DA ADMINISTRAÇÃO:
Combina princípios de engenharia com princípios militares. O gerenciamento é visto como um processo de planejamento, organização, comando, coordenação e controle.
Adota princípios como unidade de comando, divisão detalhada do trabalho, definição clara de responsabilidade, disciplina e autoridade passam a ser determinantes para o êxito das empresas.
Frederick Taylor, engenheiro americano, professor e consultor de empresas, é tido como o grande mentor do gerenciamento científico. Obteve a reputação de “inimigo do trabalho humano”. Taylor desenvolveu uma série de princípios práticos baseados na separação entre trabalho intelectual e físico e na divisão de tarefas. Obteve-se assim grandes ganhos de produtividade mas gerando problemas de satisfação no trabalho que ocasionam absenteísmo e turnover elevado. Esse sistema é responsável pela expansão e sucesso da industria americana por muito tempo
Alfred Sloan da General Motors aperfeiçoa o modelo criado por Ford, introduzindo cinco modelos básicos de veículos e criando o modelo de gestão de operações descentralizadas e controles centralizados. Esse sistema criado por Ford e aperfeiçoado por Sloan permitiu a Industria de automóveis Américas dominar o mercado por décadas.
SISTEMA TOYOTA DE PRODUÇÃO:
A Toyota desenvolve um sistema de produção que tornou-se modelo para a Industria até os dias de hoje. Baseado em observações da Ford e conciliando com aspectos da cultura japonesa e idéias de Diming, a Toyota desenvolveu um sistema de produção que a tornou na mais eficiente industria de automóveis do mundo. Conceitos como Just-in-time e kanban foram largamente adotados pelas demais industrias.
LEAN PRODUCTION
O Termo “lean production” surgiu no final dos anos 80, para designar um esforço visando criar mais valor com menos trabalho. Também caracteriza a produção moderna, sem os erros do modelo Taylo/Ford e conciliando a valorização do ser humano no processo produtivo. Incorpora muitas das idéias desenvolvidas pela Toyota.
AULA 03-09-2009
ADMINISTRAÇÃO CIENTÍFICA:
SISTEMAS GERENCIAIS:
1970 – Liderança industrial dos Estados Unidos e Europa ameaçada pelo Japão. Este fato está ligado a forma como a organização do trabalho predominante nas empresas ocidentais. Modelo Ford/Taylor sendo substituído na industria manufatureira por novos conceitos e princípios.
ORGANIZAÇÕES COMO MÁQUINAS:
Produção em massa. As organizações passaram a ser um fim em si mesmas, com horários rígidos, rotinas predefinidas, tarefas repetitivas e controles severos.
Surgiram organizações burocráticas, criando rotinas e mecanizando o trabalho, reduzindo a capacidade de criação e participação do trabalhador.
TEORIA CLÁSICA DA ADMINISTRAÇÃO:
Combina princípios de engenharia com princípios militares. O gerenciamento é visto como um processo de planejamento, organização, comando, coordenação e controle.
Adota princípios como unidade de comando, divisão detalhada do trabalho, definição clara de responsabilidade, disciplina e autoridade passam a ser determinantes para o êxito das empresas.
Frederick Taylor, engenheiro americano, professor e consultor de empresas, é tido como o grande mentor do gerenciamento científico. Obteve a reputação de “inimigo do trabalho humano”. Taylor desenvolveu uma série de princípios práticos baseados na separação entre trabalho intelectual e físico e na divisão de tarefas. Obteve-se assim grandes ganhos de produtividade mas gerando problemas de satisfação no trabalho que ocasionam absenteísmo e turnover elevado. Esse sistema é responsável pela expansão e sucesso da industria americana por muito tempo
Alfred Sloan da General Motors aperfeiçoa o modelo criado por Ford, introduzindo cinco modelos básicos de veículos e criando o modelo de gestão de operações descentralizadas e controles centralizados. Esse sistema criado por Ford e aperfeiçoado por Sloan permitiu a Industria de automóveis Américas dominar o mercado por décadas.
SISTEMA TOYOTA DE PRODUÇÃO:
A Toyota desenvolve um sistema de produção que tornou-se modelo para a Industria até os dias de hoje. Baseado em observações da Ford e conciliando com aspectos da cultura japonesa e idéias de Diming, a Toyota desenvolveu um sistema de produção que a tornou na mais eficiente industria de automóveis do mundo. Conceitos como Just-in-time e kanban foram largamente adotados pelas demais industrias.
LEAN PRODUCTION
O Termo “lean production” surgiu no final dos anos 80, para designar um esforço visando criar mais valor com menos trabalho. Também caracteriza a produção moderna, sem os erros do modelo Taylo/Ford e conciliando a valorização do ser humano no processo produtivo. Incorpora muitas das idéias desenvolvidas pela Toyota.
ADMINISTRAÇÃO MODERNA E PÓS-MODERNA.
Sexta-feira, 7 de Agosto de 2009
ADMINISTRAÇÃO MODERNA E PÓS-MODERNA.
AULA INICIAL – 13-08-2009
As matérias dadas em sala de aula serão registradas no blog:
tgafatef2009-2.blogspot.com
1) Apresentação do Professor.
2) Administração Moderna e Pós-Moderna. Conhecer a origem da Administração, conceitos da Administração Moderna, ferramentas de gestão e desenvolvimento pessoal.
Visão: A definir.
Missão: A definir.
Princípios e Valores. Regras de convivência em classe.
3) Metodologia de ensino:
a) Primeiro horário (duas aulas): Matéria didática.
b) Segundo horário (duas aulas): Leitura de textos ,discussão em grupo e apresentações.
4) Recursos Pedagógicos: Retro-Projetor, Laboratórios, TV, Pesquisas na Internet, Textos didáticos e Livros específicos.
5) Bibliografia:
Teoria Geral da Administração - Da revolução urbana a revolução digital -
Autor: Antonio CesarAmaru Maximiano
Administração - Mudanças e Perspectivas
Autor: Stephen P. Robbins.
6) Critérios de Avaliação:
O aluno é aprovado quando obtiver os conceitos PS (plenamente satisfatório) S (satisfatório) no conjunto de competências e habilidades que compõem o Módulo cursado e obtiver freqüência mínima de setenta e cinco por cento nas competências e demais atividades programadas em cada módulo. O aluno reprovará por não ter alcançado freqüência ou os conceitos exigidos. O aluno que não obtiver conceito PS ou S em mais do que 2 (duas) competências de cada módulo repetirá todas as competências do módulo.
Avaliação conceitual será também considera e para tanto será computado a participação do aluno em aulas, nível de freqüência às aulas, trabalho em grupo e trabalho individual sempre que solicitado.
7) Trabalhos em grupos:
Tema - Coordenador - data
Revolução Industrial 24-09-2009
Fayol – Taylor – Ford: Contribuições. 15-09-2009
Planejamento Estratégico 22-10-2009
Liderança 29-10-2009
Administração da Qualidade 12-11-2009
Qualidade de vida no trabalho 19-11-2009
Obs. Os trabalhos em grupos serão apresentados em classe por todos os membros de cada grupo e apresentado texto impresso (A4) no padrão da ABNT.
LINHA DO TEMPO - ADMINISTRAÇÃO.
3500 ac – Civilização Suméria - Invenção da escrita - Primeiros
dirigentes e funcionários administrativos.
2600 ac – Egito: Construção da grande pirâmide.
Sete maravilhas da antiguidade: Pirâmede, Jardins
suspensos da Babilônia; Estátua de Zeus; Templo de
Artemis; Túmulo do rei Mausolus; Colosso de Rhodes e
Farol de Alexandria.
2400 ac – China – Imperador Yao governa de forma descentralizada.
1700 ac – Babilônia – Codigo de Hamurabi.
1500 ac – Egito – Descentralização do reino. Uso de logística militar.
509 ac – Roma – Inicio do Império Romano.
571 ac – 479 ac – China – Confúcio institui doutrina do
comportamento ético dos cidadãos e governantes.
500 ac – Grécia – Democracia. Ética, qualidade, teorias.
544 ac – 496 ac – China - Sun Tzu. Arte da Guerra. Princípios de
estratégia e planejamento.
356 ac – 323 ac – Grécia – Alexandre o Grande. Estratégia militar.
Planejamento. Coordenação e descentralização de decisões.
100 ac – 476 AD – Exercito romano: modelo para os séculos
seguintes.
476 AD – 1463 AD – Idade média.
1463 AD – Queda de Constantinopla – Fim da idade média.
1469 – 1527 – Maquiavel. Publicação do livro “O príncipe”
1500 – Europa – Renascimento. Valores Humanistas. Comércio.
1776 – Inglaterra. Adam Smith – Livro Riqueza das Nações.
1780 – Inicio da Revolução Industrial.
1799 – Napoleão Bonaparte. Estratégia e Planejamento. Liderança e
Motivação.
1800 – Inglaterra. James Watt fabrica locomotiva a vapor.
1856 – 1915 – Frederick W. Taylor – “Princípios da Administração
Científica".
1914 – USA – Henry Ford – Linha de montagem.
1916 – França. Jules Henri Fayol: Publica “Administração Industrial e
Geral".
1920 – Controle Estatístico da Qualidade.
1940 – IIGM - Padronização – Controle Estatístico da Qualidade.
1950 – Japão – Deming – Qualidade total.
1950 – Sistema Toyota de Produção.
1980 – Programa de Qualidade Total. Normas ISO.
2000 – Capital Intelectual.
ADMINISTRAÇÃO MODERNA E PÓS-MODERNA.
AULA INICIAL – 13-08-2009
As matérias dadas em sala de aula serão registradas no blog:
tgafatef2009-2.blogspot.com
1) Apresentação do Professor.
2) Administração Moderna e Pós-Moderna. Conhecer a origem da Administração, conceitos da Administração Moderna, ferramentas de gestão e desenvolvimento pessoal.
Visão: A definir.
Missão: A definir.
Princípios e Valores. Regras de convivência em classe.
3) Metodologia de ensino:
a) Primeiro horário (duas aulas): Matéria didática.
b) Segundo horário (duas aulas): Leitura de textos ,discussão em grupo e apresentações.
4) Recursos Pedagógicos: Retro-Projetor, Laboratórios, TV, Pesquisas na Internet, Textos didáticos e Livros específicos.
5) Bibliografia:
Teoria Geral da Administração - Da revolução urbana a revolução digital -
Autor: Antonio CesarAmaru Maximiano
Administração - Mudanças e Perspectivas
Autor: Stephen P. Robbins.
6) Critérios de Avaliação:
O aluno é aprovado quando obtiver os conceitos PS (plenamente satisfatório) S (satisfatório) no conjunto de competências e habilidades que compõem o Módulo cursado e obtiver freqüência mínima de setenta e cinco por cento nas competências e demais atividades programadas em cada módulo. O aluno reprovará por não ter alcançado freqüência ou os conceitos exigidos. O aluno que não obtiver conceito PS ou S em mais do que 2 (duas) competências de cada módulo repetirá todas as competências do módulo.
Avaliação conceitual será também considera e para tanto será computado a participação do aluno em aulas, nível de freqüência às aulas, trabalho em grupo e trabalho individual sempre que solicitado.
7) Trabalhos em grupos:
Tema - Coordenador - data
Revolução Industrial 24-09-2009
Fayol – Taylor – Ford: Contribuições. 15-09-2009
Planejamento Estratégico 22-10-2009
Liderança 29-10-2009
Administração da Qualidade 12-11-2009
Qualidade de vida no trabalho 19-11-2009
Obs. Os trabalhos em grupos serão apresentados em classe por todos os membros de cada grupo e apresentado texto impresso (A4) no padrão da ABNT.
LINHA DO TEMPO - ADMINISTRAÇÃO.
3500 ac – Civilização Suméria - Invenção da escrita - Primeiros
dirigentes e funcionários administrativos.
2600 ac – Egito: Construção da grande pirâmide.
Sete maravilhas da antiguidade: Pirâmede, Jardins
suspensos da Babilônia; Estátua de Zeus; Templo de
Artemis; Túmulo do rei Mausolus; Colosso de Rhodes e
Farol de Alexandria.
2400 ac – China – Imperador Yao governa de forma descentralizada.
1700 ac – Babilônia – Codigo de Hamurabi.
1500 ac – Egito – Descentralização do reino. Uso de logística militar.
509 ac – Roma – Inicio do Império Romano.
571 ac – 479 ac – China – Confúcio institui doutrina do
comportamento ético dos cidadãos e governantes.
500 ac – Grécia – Democracia. Ética, qualidade, teorias.
544 ac – 496 ac – China - Sun Tzu. Arte da Guerra. Princípios de
estratégia e planejamento.
356 ac – 323 ac – Grécia – Alexandre o Grande. Estratégia militar.
Planejamento. Coordenação e descentralização de decisões.
100 ac – 476 AD – Exercito romano: modelo para os séculos
seguintes.
476 AD – 1463 AD – Idade média.
1463 AD – Queda de Constantinopla – Fim da idade média.
1469 – 1527 – Maquiavel. Publicação do livro “O príncipe”
1500 – Europa – Renascimento. Valores Humanistas. Comércio.
1776 – Inglaterra. Adam Smith – Livro Riqueza das Nações.
1780 – Inicio da Revolução Industrial.
1799 – Napoleão Bonaparte. Estratégia e Planejamento. Liderança e
Motivação.
1800 – Inglaterra. James Watt fabrica locomotiva a vapor.
1856 – 1915 – Frederick W. Taylor – “Princípios da Administração
Científica".
1914 – USA – Henry Ford – Linha de montagem.
1916 – França. Jules Henri Fayol: Publica “Administração Industrial e
Geral".
1920 – Controle Estatístico da Qualidade.
1940 – IIGM - Padronização – Controle Estatístico da Qualidade.
1950 – Japão – Deming – Qualidade total.
1950 – Sistema Toyota de Produção.
1980 – Programa de Qualidade Total. Normas ISO.
2000 – Capital Intelectual.
AULA 20-08-2009 - FUNDAMENTOS DA ADMINISTRAÇÃO
AULA 27-08-2009Continuação da aula anterior.
Postado por Hildebrando Robinson Souza às 10:25 1 comentários
Terça-feira, 18 de Agosto de 2009
AULA 20-08-2009 - FUNDAMENTOS DA ADMINISTRAÇÃO
Planejar
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Organizar
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Dirigir
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Controlar
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· Planejar - estabelecer o que deverá ser feito, elaborar planos de ações, definir metas e objetivos.
· Organizar – Coordenar ações – Elaborar processos - obter recursos e estruturá-los.
· Dirigir – Liderar, definir responsabilidades, comandar.
· Controlar - verificar os resultados e, se necessário, alterar as decisões tomadas nas funções anteriores.
Planejar:
Visão, missão, crença e valores.
Avaliação SWOT (Pontos fortes e pontos fracos; oportunidades e ameaças).
Planejamento estratégico (curto prazo e longo prazo).
Plano de Negócio (Business plan).
Organizar:
Divisão do trabalho.
Estrutura.
Departamentalização.
Dirigir:
Autoridade e comando.
Centralização e descentralização.
Delegação.
Comunicação.
Liderança e motivação.
Controlar:
Acompanhar resultados.
Conferir resultados com objetivos.
Formular correções quando necessário.
Controles financeiros.
Complementado por textos e apresentações em aula.
Postado por Hildebrando Robinson Souza às 05:54 0 comentários
Sexta-feira, 7 de Agosto de 2009
ADMINISTRAÇÃO MODERNA E PÓS-MODERNA.
AULA INICIAL – 13-08-2009
As matérias dadas em sala de aula serão registradas no blog:
tgafatef2009-2.blogspot.com
1) Apresentação do Professor.
2) Administração Moderna e Pós-Moderna. Conhecer a origem da Administração, conceitos da Administração Moderna, ferramentas de gestão e desenvolvimento pessoal.
Visão: A definir.
Missão: A definir.
Princípios e Valores. Regras de convivência em classe.
3) Metodologia de ensino:
a) Primeiro horário (duas aulas): Matéria didática.
b) Segundo horário (duas aulas): Leitura de textos ,discussão em grupo e apresentações.
4) Recursos Pedagógicos: Retro-Projetor, Laboratórios, TV, Pesquisas na Internet, Textos didáticos e Livros específicos.
5) Bibliografia:
Teoria Geral da Administração - Da revolução urbana a revolução digital -
Autor: Antonio CesarAmaru Maximiano
Administração - Mudanças e Perspectivas
Autor: Stephen P. Robbins.
6) Critérios de Avaliação:
O aluno é aprovado quando obtiver os conceitos PS (plenamente satisfatório) S (satisfatório) no conjunto de competências e habilidades que compõem o Módulo cursado e obtiver freqüência mínima de setenta e cinco por cento nas competências e demais atividades programadas em cada módulo. O aluno reprovará por não ter alcançado freqüência ou os conceitos exigidos. O aluno que não obtiver conceito PS ou S em mais do que 2 (duas) competências de cada módulo repetirá todas as competências do módulo.
Avaliação conceitual será também considera e para tanto será computado a participação do aluno em aulas, nível de freqüência às aulas, trabalho em grupo e trabalho individual sempre que solicitado.
7) Trabalhos em grupos:
Tema - Coordenador - data
Revolução Industrial 24-09-2009
Fayol – Taylor – Ford: Contribuições. 15-09-2009
Planejamento Estratégico 22-10-2009
Liderança 29-10-2009
Administração da Qualidade 12-11-2009
Qualidade de vida no trabalho 19-11-2009
Obs. Os trabalhos em grupos serão apresentados em classe por todos os membros de cada grupo e apresentado texto impresso (A4) no padrão da ABNT.
LINHA DO TEMPO - ADMINISTRAÇÃO.
3500 ac – Civilização Suméria - Invenção da escrita - Primeiros
dirigentes e funcionários administrativos.
2600 ac – Egito: Construção da grande pirâmide.
Sete maravilhas da antiguidade: Pirâmede, Jardins
suspensos da Babilônia; Estátua de Zeus; Templo de
Artemis; Túmulo do rei Mausolus; Colosso de Rhodes e
Farol de Alexandria.
2400 ac – China – Imperador Yao governa de forma descentralizada.
1700 ac – Babilônia – Codigo de Hamurabi.
1500 ac – Egito – Descentralização do reino. Uso de logística militar.
509 ac – Roma – Inicio do Império Romano.
571 ac – 479 ac – China – Confúcio institui doutrina do
comportamento ético dos cidadãos e governantes.
500 ac – Grécia – Democracia. Ética, qualidade, teorias.
544 ac – 496 ac – China - Sun Tzu. Arte da Guerra. Princípios de
estratégia e planejamento.
356 ac – 323 ac – Grécia – Alexandre o Grande. Estratégia militar.
Planejamento. Coordenação e descentralização de decisões.
100 ac – 476 AD – Exercito romano: modelo para os séculos
seguintes.
476 AD – 1463 AD – Idade média.
1463 AD – Queda de Constantinopla – Fim da idade média.
1469 – 1527 – Maquiavel. Publicação do livro “O príncipe”
1500 – Europa – Renascimento. Valores Humanistas. Comércio.
1776 – Inglaterra. Adam Smith – Livro Riqueza das Nações.
1780 – Inicio da Revolução Industrial.
1799 – Napoleão Bonaparte. Estratégia e Planejamento. Liderança e
Motivação.
1800 – Inglaterra. James Watt fabrica locomotiva a vapor.
1856 – 1915 – Frederick W. Taylor – “Princípios da Administração
Científica".
1914 – USA – Henry Ford – Linha de montagem.
1916 – França. Jules Henri Fayol: Publica “Administração Industrial e
Geral".
1920 – Controle Estatístico da Qualidade.
1940 – IIGM - Padronização – Controle Estatístico da Qualidade.
1950 – Japão – Deming – Qualidade total.
1950 – Sistema Toyota de Produção.
1980 – Programa de Qualidade Total. Normas ISO.
2000 – Capital Intelectual.
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